Bahiagás vai interligar prédios de Feira de Santana em rede de gás encanado e promete investimento de R$ 10 milhões

Davidson de Magalhães Santos: "O gás natural é uma opção melhor e mais eficiente para ser utilizado nas termelétricas, além de ser menos poluente do que as que são movidas a óleo combustível.".
Davidson de Magalhães Santos: "O gás natural é uma opção melhor e mais eficiente para ser utilizado nas termelétricas, além de ser menos poluente do que as que são movidas a óleo combustível.".

Em recente visita realizada a Feira de Santana, o diretor-presidente da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), Davidson de Magalhães Santos, adiantou que companhia prevê investimentos no município e região de aproximadamente R$ 10 milhões até o ano de 2012.

Segundo ele, estes investimentos implicam na expansão da rede de gasodutos para atendimento aos segmentos no ramos comercial e automotivo, incluindo bases de compressão para a distribuição de GNC (Gás Natural Comprimido). “Atualmente, a Bahiagás dispõe de um volume de gás razoável o que possibilita uma oferta mais do que suficiente na Bahia, hoje o Estado é responsável pela exportação de um milhão e quatrocentos metros cúbicos por dia, para o nordeste”, garante.

Confira a entrevista

JGB – Para quais os Estados a Bahia está exportando gás?

Davidson de Magalhães – Quando o gás penetra no gasoduto do nordeste, ele se destina para os Estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

JGB – Estão sendo implantadas Usinas termelétricas na Bahia?

Davidson de Magalhães – Sim, o que vai possibilitar a criação de um novo mercado. O gás natural é uma opção melhor e mais eficiente para ser utilizado nas termelétricas, além de ser menos poluente do que as que são movidas a óleo combustível. Também financeiramente a sua utilização é mais econômica, o que permite uma vantagem comercial e uma maior competitividade das empresas.

JGB – Está definido pela empresa os locais em que serão implantadas essas termelétricas?

Davidson de Magalhães – Não, o que existe são projetos. Mas tão logo estejam definidos e em operação as termoelétricas, daremos início ao procedimento de fornecimento de gás natural para as empresas.

JGB – Na região do Baixo Sul, recentemente, foi descoberta uma dos maiores reservas de gás natural do Brasil. O senhor poderia nos adiantar como anda o investimento neste setor?

Davidson de Magalhães – O campo de Manati (Bahia), hoje produz cerca de 7 a 8 milhões de metros cúbicos por dia de gás, o que o coloca como o maior produtor de gás natural não associado do Brasil. Este campo localizado na Bacia de Camamu, permitiu  que a Bahia se tornasse auto-suficiente no setor. A prospecção de gás no local já está sendo comercializada no interior do Estado.

JGB – O projeto de capacitação na Bacia de Camamu já foi plenamente efetivado?

Davidson de Magalhães – Não, pelo simples fato de  Manati contar com diversas outros campos na área denominada como tabuleiro.  Campos estes que vêm sendo prospectados pela Petrobras e a empresa Queiroz Galvão.

JGB – Além dos investimentos que o senhor anuncia para Feira, a sua visita ao município implica em outro projeto social. Qual seria ele?

Davidson de Magalhães – Nossa visita ao município implica, também, na realização de investimentos em projetos de ordem social. Cerca de 150 mil serão empregados na recuperação da Catedral da Matriz . A  BahiaGás não é apenas um veiculo de desenvolvimento econômico do Estado da Bahia, por uma determinação do governador Jaques Wagner, temos investido em projetos sociais por considerarmos ser este segmento um instrumento de inclusão social de restabelecimento e da cultura regional.

JGB – Qual a participação dos acionistas na BahiaGás e qual o percentual do Estado no capital da empresa?

Davidson de Magalhães –O percentual do Estado na BahiaGás é de 51 % das ações. O restante pertencem aos acionistas da empresa  MitsuiGás, japonesa, e a Petrobrás através da GásPetro.

JGB – Outros Estados do nordeste estão investindo na geração de energia eólica, energia gerada pelos ventos. O senhor tem conhecimento da exploração deste tipo de energia em nosso Estado?

Davidson de Magalhães –Tenho conhecimento que existe este tipo trabalho na região de Caetité. Onde pesquisas apontam que os ventos naquela região são favoráveis. Defendo o princípio de que precisamos pensar exatamente em alternativas energéticas que levem em consideração sustentabilidade no setor energético do país.

JGB – Existe possibilidades da BahiaGás se aventura em investir neste  segmento energético?

Davidson de Magalhães – A princípio não.

JGB – Com a ampliação do consumo de gás natural na Bahia, haverá redução de custo para o consumidor?

Davidson de Magalhães – Nós já tivemos redução do gás natural, mês passado. E com a ampliação do da rede de fornecimento de gás, esta tendência deve permanecer.

Davidson de Magalhães Santos é entrevistado por Carlos Augusto.
Davidson de Magalhães Santos é entrevistado por Carlos Augusto.
Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9153 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).