Ações eficazes para combater o desemprego | Por Carlos Prates

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O desemprego é o maior dos atuais desafios da nossa Sociedade, uma vez que  o trabalho é o suporte que garante o equilíbrio e a convivência social mais harmoniosa.

Precisamos buscar respostas para indagações que são feitas pelas pessoas desempregadas e também as que estão no mercado de trabalho. É hora de promovermos um amplo debate na sociedade e buscarmos alternativas:

1)       Qual o papel reservado para as demais pessoas excluídas do mercado formal de trabalho? O que farão os jovens que estão desocupados?
2)       Como incluir milhões de profissionais desempregados num mundo altamente tecnológico e com menos empregos formais?
3)       Quais ações podem ser desenvolvidas pelos Governos para minimizar os problemas do desemprego?
4)       É possível reduzir a jornada de trabalho? Reformular as Leis Trabalhistas? Reduzir impostos sobre a folha de pagamento? Limitar o uso da tecnologia e da robótica?
Com base em 10 anos desenvolvendo projetos e ações para qualificar pessoas desempregadas, apresentamos  ações de natureza prática e que se mostraram eficazes no combate ao desemprego. As idéias são direcionadas aos segmentos mais afetados pelo desemprego:

a) jovens que buscam o primeiro emprego;
b) Pessoas que têm experiência profissional e estão acima de 40 anos.
Aqui é possível observar o primeiro obstáculo para combater o desemprego. No caso dos jovens, as empresas exigem experiência profissional e desejam combiná-la com juventude. Na segunda  situação exigem experiência e não aceitam a maturidade.
Por outro lado, as empresas de vanguarda já descobriram a importância de investir em novos talentos.  Elas perceberam que a experiência exigida para executar determinadas funções  pode ser rapidamente alcançada por intermédio dos funcionários  mais competentes e familiarizados com as rotinas de trabalho. Essa troca de informação gera novas idéias, estimula a criatividade e provoca mudanças.

Os setores de serviços e o varejo favorecem a inserção dos jovens no mercado de trabalho, a exemplo dos operadores de telemarketing, atendentes e vendedores. Eles devem ficar atentos aos dias especiais para o comércio – São João, dia dos Pais, Natal e Fim de Ano. Nesse período acontecem os empregos temporários. Os estágios patrocinados por entidades como CIEE, IEL, CIDE e os Serviços de Intermediações de mão-de-obra, podem ser uma excelente oportunidade de trabalho.

Outro segmento muito afetado pelo desemprego tem relação com os profissionais com idade acima de 40 anos. Essa situação é mais complexa, pois o que está por trás dessa atitude é o desejo das empresas de pagarem menores salários, substituindo funcionários antigos por mais novos.
Nesse caso, as “leis de oferta e de procura”, que vigoram no mercado de trabalho, não favorecem aos profissionais. Os Governos – Federal, Estadual e Municipal devem interferir para equilibrar a situação:

1)       Estimular esses profissionais a se qualificarem para trabalhar no setor de serviços – educação, saúde, construção civil, agronegócio, entre outros. Nesses setores a substituição do homem pela máquina é menor. Os serviços exigem mais interação entre as pessoas;
2)       Criar frentes de trabalho específicas, a exemplo de trabalhos sociais – remunerados pelos Governos – para atuarem em situações de calamidades ou excepcionais – secas, enchentes, epidemias, analfabetismo, segurança, entre outras.
3)       Esses profissionais podem ser qualificados para se tornarem Multiplicadores do Conhecimento em suas comunidades, com base em experiências profissionais e de vida, auxiliando os mais jovens a desenvolver habilidades e competência para ingressarem no mercado de trabalho;
4)       Outra alternativa importante é qualificá-los para o teletrabalho (trabalho a distância), onde possam exercer atividades a partir das suas próprias residências;
5)       Estímulo às micro empresas, através da redução da carga tributária e desburocratização dos serviços.
É claro que o atual desemprego tem como conseqüência a crise econômica, porém, mesmo em situações econômicas de crescimento, as ações têm sido ineficazes para a geração de emprego e renda sustentáveis.

No mês de abril o Setor de Serviços – hotéis, restaurantes, construção civil e agricultura, foi o maior responsável pela geração de 106.205 empregos formais, principalmente  em cidades do interior do Brasil. Esses números podem indicar que o pior da crise já passou e que a retomada do crescimento deverá ocorrer no segundo semestre.
Descobrir novas formas de trabalho e conciliar interesses econômicos e sociais; homens e máquinas; produção e consumo; tornaram os maiores desafios desse século.  Devemos agir em equipe, rapidamente, utilizando a criatividade e a motivação que todos os brasileiros possuem.

Redação do Jornal Grande Bahia
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