Projeto “Direito à Memória e à Verdade” faz homenagem a Paulo Wright | Por Oldack de Miranda

Oldack Miranda fez parte da resistência democrática e foi preso e torturado por prepostos da ditadura militar.
Oldack Miranda fez parte da resistência democrática e foi preso e torturado por prepostos da ditadura militar.

No próximo dia 20 de março de 2009, em Santa Catarina, será inaugurado um MEMORIAL em homenagem ao sociólogo Paulo Stuart Wright, ex-militante da Ação Popular (AP) desaparecido em outubro de 1973. Paulo Wright, ex-deputado estadual (SC) era dirigente nacional da organização revolucionária Ação Popular. Nós o chamávamos carinhosamente de “Tio João”.

Preso, foi assassinado pelos torturadores da ditadura militar, que a Folha de S. Paulo agora chama de “ditabranda”. Seu corpo nunca foi encontrado e seu nome até hoje conta da lista dos desaparecidos políticos. A iniciativa é da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. O projeto busca resgatar a história recente do Brasil. A mesma história que a Folha tenta indignamente reescrever.

Naquele outubro sangrento foram assassinados pelos psicopatas da ditadura militar (“ditabranda” segundo a Folha), por ordem dos generais do “glorioso” Exército Brasileiro, além de Paulo Stuart Wright, outros dirigentes da Ação Popular, como Eduardo Collier Filho, Humberto Câmara Neto, Fernando Santa Cruz, Honestino Guimarães, José Carlos da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda.

*Por Oldack de Miranda é jornalista, escritor (foi co-autor do livro biográfico Lamarca, Capitão da Guerrilha), é Assessor de Comunicação e Ouvidor Especializado do DESENBAHIA – Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A.

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