Oposição alerta para perda de 775 Pms

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Os deputados da bancada de Oposição alertaram hoje o governo da Bahia para a possibilidade da Polícia Militar perder 775 soldados – 145 militares efetivados, 58 recém-formados e 572 alunos do curso de soldado – por terem sido reprovados em exames de psicoteste na ocasião do concurso. No Supremo Tribunal Federal (STF), já há jurisprudência em relação à ilegalidade dos exames psicológicos subjetivos como fator de eliminação nos concursos. “A Bahia vive uma séria crise de Segurança Pública devido, entre outros fatores, pela carência de policiais militares nas ruas por falta de contingente. Excluir PMs concursados por um teste subjetivo num momento de crise só faz agravar a situação”, afirmou o líder da Minoria, deputado Heraldo Rocha (DEM).

De acordo com o parlamentar, a situação se torna mais grave quando um dirigente de entidade ligada aos PMs alega que o psicoteste serve apenas para a contratação de apadrinhados. De acordo com Marco Prisco Machado, diretor da Associação de Praças da Polícia Militar (Aspra), não há critério científico que justifique o caráter eliminatório para o exame psicológico do psicoteste. “O psicoteste, na Bahia, infelizmente serve como disfarce para a admissão de apadrinhados”, acusou, em entrevista à imprensa.

Prisco afirmou que, entre os casos, há o de uma mulher aprovada em terceiro lugar na classificação geral da prova, que acabou sendo eliminada no exame psicológico. “Como é que pode? A gente não entende os critérios adotados, aí o candidato fica à mercê de uma decisão subjetiva de uma psicóloga”, questionou.

Para ele, em vez do psicoteste, deveria ser feito uma avaliação psicológica aprofundada – porém, após a inserção do soldado no quadro da PM. “No concurso, deve ocorrer a investigação social criteriosa em relação ao candidato, mas, depois da admissão, seria fundamental o acompanhamento psicológico por profissionais externos à corporação. Muitos sofrem desvios no decorrer do trabalho”, defendeu, sugerindo que o Ministério Público comandaria o monitoramento por meio de uma junta médica composta por civis.

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