O braço curto da verdade | Por Carlos Lima

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Na prática democrática não existe lugar para perseguições, principalmente por opiniões contraditórias aos que exercem momentaneamente o poder.

Atualmente em nosso município se observa sinais inquietantes de que determinadas forças secundárias do executivo municipal pretendem desencadear a conhecida e famigerada “caça as bruxas”.

A bancada de apoio ao governo na câmara municipal demonstra insatisfação com o tratamento que está sendo ofertado pelos secretários, inclusive, o vereador Ribeiro, na manhã de ontem (24/03/2009) solicitou ao líder do governo na Casa da Cidadania, que agendasse uma reunião urgente, urgentíssima, da bancada do governo com o prefeito Tarcízio Pimenta.

Segundo o vereador Ribeiro, até para aprovar um requerimento, a bancada do governo com 17 vereadores, tem tido dificuldades.

Não podemos afirmar. Mas, não sei quem, nem por que, estão procurando desarmonizar, ou até mesmo, desestabilizar a administração municipal. Estão utilizando todos os métodos de intimidação, que vai da ameaça indireta ao camuflado porta-voz – falando sobre o longo braço do poder. A estupefação está justamente nos perseguidos. Aliados de longo passado e de passado recente.

É preciso sabedoria e bom senso, mesmo porque, todos aqueles que sempre dizem amém não são dignos de confiança.

O bloco do amém deseja silenciar a voz daqueles que não concordam com os erros, com a corrupção, com as injustiças e os equívocos da administração. Aqueles que não fazem parte do bloco do amém, não são bajuladores, sabem sim, contribuir de forma real e objetiva, sempre visando ampliar a oferta de condições para melhoria de qualidade de vida da população. Esses não possuem o braço longo do poder, mas têm o braço curto da verdade.

Será que o direito de liberdade, de expressão e de opinião está sob fogo inimigo. São direitos que, por mais irreal que pareça, continuam sofrendo as mesmas ameaças do período do militarismo, do autoritarismo, do fascismo e dos ditadores.

A ampliação dos índices de popularidade não se conquista com esse comportamento. Não existe nenhuma pretensão de se criar uma situação beligerante, a diplomacia é a melhor das armas, ninguém sai ferido, mas, se preciso for, como diz nosso hino; “um braço forte” sempre há de existir.

É cada vez mais importante saber resistir. Principalmente quando querem menosprezar o trabalho de profissionais e de determinados órgãos da imprensa de Feira de Santana.

A Liberdade, a Democracia, não é propriedade de nenhuma autoridade eletiva e de nenhum partido político. Nós, profissionais de comunicação, e cidadãos devemos ter a coragem para resistir aos aprendizes de ditadores, que infelizmente não se preocupam com os meios que devem utilizar para se manter no poder.

Por isso sou obrigado a dizer: seja ele quem for, tenha ele o cargo que tiver, tenha o Poder que tiver. Estaremos sempre forjados para uma resistência democrática, sem receio e sem medo. Eles podem dispor de armamento pesado, entretanto, vinte dois também perfura.

Se tivermos medo eles nos oprimem e terminam enganando o povo e conseguindo o que querem. É aquela de amedrontar para reinar.
Estamos aqui para tentar garantir os direitos de liberdade, garantir o direito de livre expressão, e isso, é um dever de todo profissional de comunicação.

Lutar pela cidadania, pela liberdade, pela dignidade, pelo bem estar do nosso Povo, pelo futuro dos nossos filhos é um imperativo categórico, ao que nenhum de nós deve voltar às costas.

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