Maior fabricante paranaense de conexões de PVC quer crescer 30% em todo o país até o final do ano

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Maior fabricante paranaense de conexões de PVC e uma das cinco maiores do Brasil, a Plastilit Produtos Plásticos do Paraná, que tem fábrica em Palmeira (PR) e sede administrativa em Curitiba, está colocando em prática o seu projeto de expansão nacional, que também vai contemplar o Nordeste. A meta é até o final do ano conquistar 8 mil clientes na região, ante os 1,6 mil atendidos atualmente. Para tanto, a empresa quer se tornar ainda mais conhecida junto ao público C e D, seus principais consumidores.

Com o objetivo claro de aumentar a demanda, a fabricante quer produzir nada menos que 200 toneladas/mês em conexões, 65 toneladas/mês a mais do que o registrado em 2008. Uma parcela desse acréscimo deverá ser destinada ao mercado do Nordeste, onde a Plastilit já vem atuando. Já o restante será vendido nas regiões Sul e Norte e nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O crescimento projetado para 2009 na produção deverá elevar o faturamento da empresa em 30% em relação a 2008.

As estratégias para aumentar as vendas incluem ações de maior aproximação com o público-alvo, especialmente encanadores e pedreiros. Na Bahia, por exemplo, a Plastilit está apoiando o Feirense Futebol Clube, de Feira de Santana, que disputa a primeira divisão do Campeonato Baiano. A empresa ajudou na compra do ônibus que transporta o time em viagens pelo Estado. Por outro lado, colocou placas de publicidade no estádio em que o Feirense manda seus jogos. A busca por mais clientes também inclui aumento no número de representantes em todo o Nordeste, colocação de cartazes nos pontos de venda e promoções junto às lojas de materiais de construção.

Além disso, a fabricante pretende lançar mão da mesma estratégia vencedora que vem adotando desde a sua fundação: a de focar a sua distribuição nos pequenos e médios lojistas de materiais de construção. “O objetivo é alcançar junto aos novos pontos de venda o status que estamos conseguindo em outros locais: o de ser o fabricante nacional que melhor atende o pequeno e médio varejista”, afirma Luis Felipe Morgado, gerente comercial.

Ele explica que a estrutura enxuta, a alta produtividade e a rede bem dimensionada de representantes e de transporte permitem à Plastilit atingir praticamente todos os lojistas dos estados em que atua, mesmo que seja aquele de “uma portinha” no menor município, que geralmente só é atendido por atacadistas. No Paraná, por exemplo, a empresa chega aos 399 municípios e coloca seus produtos em pelo menos 50% de todas as lojas de materiais de construção do estado. Dessa forma, a Plastilit consegue manter o preço, em média, 10% inferior ao da marca líder no Brasil. “A estratégia é atender mais lojistas, mesmo que vendendo uma pequena quantidade para cada um deles. Assim, pulverizamos as vendas e conseguimos um crescimento sólido e seguro”, conta Luis Felipe.

Além disso, a Plastilit aposta no bom relacionamento de pós-venda para ganhar a confiança dos lojistas. “Às vezes gastamos R$ 1,5 mil para enviar um técnico a uma cidade para atestar que o eventual problema em uma peça de R$ 20,00 foi má instalação, e não defeito de fábrica. É um custo alto, mas ganhamos a confiança do encanador e do lojista, o que ajuda na indicação de nossos produtos depois”, avalia Luis Felipe.

Investimentos

A Plastilit já se preparou para avançar pelo Brasil. Somando os investimentos feitos em 2008 e os projetados para 2009, estão sendo aplicados R$ 8 milhões em maquinários e desenvolvimento de produtos, aumentando a capacidade de produção de conexões de 135 toneladas/mês para 200 toneladas/mês.

Além disso, o quadro de funcionários cresceu no último ano, em média, 50%, entre a sede administrativa e a fábrica, totalizando hoje 200 pessoas. A força de vendas por meio de representantes comerciais será ampliada em 2009 de 120 para 200 profissionais. A unidade fabril de Palmeira está quase toda ocupada em seus 12 mil metros quadrados de área construída, o que levou a empresa a adquirir uma área de 60 mil metros quadrados em Campo Largo, região de Curitiba, para, se houver necessidade, construir nova fábrica.

Crise não altera planos

Luis Felipe afirma que a crise financeira mundial atingiu a empresa no final de 2008, mas não alterou os planos. “Tivemos queda nas vendas de 30% em novembro e de 20% em dezembro, mas mantivemos os planos de crescimento porque temos muito espaço ainda para crescer no mercado”.

A empresa também investe em programas de conscientização de lojistas, balconistas e encanadores sobre a qualidade dos produtos para romper com a idéia comum no setor de que outra marca, que não a líder em vendas, seja sinônimo de segunda qualidade. “Queremos ser a segunda marca nas lojas, aquela que é uma opção igual à líder em termos de qualidade, mas com custo menor”, diz Luis Felipe.

Assim como as principais fabricantes do setor, a Plastilit participa do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H), programa do Governo Federal que visa garantir a qualidade de diversos itens ligados à construção civil de acordo com as normas técnicas da ABNT. Também é membro da Associação dos Fabricantes de Materiais e Equipamentos para Saneamento (Asfamas). “Para estar no PBQP-H e na Asfamas, as empresas têm que cumprir uma série de normas, o que as colocam em igualdade em termos de qualidade de produtos. Fazemos encontros com os lojistas, balconistas e encanadores, em suas cidades ou na nossa fábrica, para explicar tudo isso”, expõe Ari A. de Acácio, responsável pela área de Marketing.

História

A Plastilit foi fundada em meados de 1988 por Abdo Abage, que já vinha de uma família tradicional em negócios na área de materiais de construção. A empresa surgiu em um pequeno barracão no bairro Boqueirão, em Curitiba, fabricando tubos de PVC para a venda basicamente no Paraná e em Santa Catarina. Em 2002, passou a fabricar conexões e acessórios. Um ano depois, com o crescimento, o espaço no Boqueirão ficou pequeno e decidiu-se por mudar a fábrica para Palmeira, no início com seis mil metros quadrados. Nesta época, eram fabricadas 350 toneladas de tubos e dez toneladas de conexões por ano.

De lá para cá o crescimento foi rápido. Foram adquiridos equipamentos e contratados novos funcionários e representantes comerciais. Em 2004 a Plastilit começou a atuar em outros estados. Atualmente produz cerca de 900 toneladas/mês entre tubos e conexões.

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