Implantação do acolhimento nos Centros de Saúde | Por Carlos Lima

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Histórico

“Dra. Jacira Abrantes, diretora empossada em dezembro de 2007, na Diretoria de Atenção Primária a Saúde e Estratégia de Saúde da Família – DIAPS, em reunião no dia 7 de janeiro de 2008, com as Gerências e Chefias que compõem a sua diretoria, apresentou a idéia de implantar o Acolhimento na Atenção Primária de Saúde para enfrentar as dificuldades de acesso aos serviços e garantia à atenção integral à saúde, como para modificar o quadro de desvalorização dos trabalhadores da saúde e de desarticulação das ações e programas”.
Atualmente funciona com certa eficiência nos Centros de Saúde do Distrito Federal e em municípios do sul do país.

O prefeito Tarcizio Pimenta deve consolidar e aperfeiçoar os serviços de Acolhimento nos Centros de Saúde em Feira de Santana.

Apesar dos avanços e das conquistas do SUS, ainda existem grandes lacunas no modelo de atenção e gestão dos serviços no que se refere à regulação do acesso e ao modo como o usuário é recebido. Entretanto, para que se efetivem mudanças, é necessário o envolvimento do conjunto dos profissionais de saúde no sentido de modificar o cotidiano do seu modo de operar o trabalho em todos os setores da saúde pública.

No caminho a ser percorrido, em busca dos serviços de saúde que são prestados pelo SUS, o usuário procura alguém que possa conduzi-lo à solução de seus problemas. A maioria desses usuários não encontra resolutividade, palavra que anda em moda e que quase nada significa na solução dos problemas de saúde que são enfrentados no dia a dia dos usuários dos serviços do Sistema Único de Saúde.

O cidadão deseja ser acolhido, compreendido em suas necessidades, examinado, orientado e sentir-se confiante da atenção e responsabilização dos profissionais em manter, recuperar ou restabelecer seu bem estar.

O acolhimento para a Política Nacional de Humanização é uma ação tecno-assistencial que pressupõe a mudança da relação profissional / usuário e sua rede social, através de parâmetros técnicos, éticos, humanitários e de solidariedade. Reconhecendo o usuário como sujeito e participante ativo no processo de produção da saúde. Essa orientação está nos documentos do Ministério da Saúde.

O acolhimento é um modo de operar os processos de trabalho em saúde, de forma a atender a todos que procuram os serviços, assumindo uma postura capaz de acolher, escutar e pactuar respostas mais adequadas aos usuários.

Implica prestar um atendimento com responsabilização, orientando – quando for o caso – o paciente e a família em relação a outros serviços de saúde para continuidade da assistência e estabelecendo articulações com estes serviços para garantir a eficácia desses encaminhamentos.

Neste sentido, no contexto de re-estruturação da Secretaria Municipal de Saúde, de Feira de Santana, nesse ano de 2009, conforme desejo do prefeito Tarcizio Pimenta, o acolhimento deve ser definido como um dos projetos prioritários da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana para este ano de 2009, visando qualificar, ampliar, humanizar e dignificar as ações na prestação dos serviços do SUS em Feira de Santana.

Esse projeto abre a perspectiva de transformar a organização do processo de trabalho nos serviços de saúde com o objetivo de aumentar o acesso à atenção integral de boa qualidade, atuando de forma transversal em toda a rede de serviços. Mesmo porque, o acolhimento não é um espaço ou local, mas uma postura ética e não pressupõe hora ou profissional específico para fazê-lo.

Em documentos do Ministério da Saúde encontrei a seguinte definição: “Colocar em ação o acolhimento, como diretriz operacional, implica em uma reorganização do serviço de saúde a partir da problematização do processo de trabalho, de modo a possibilitar a intervenção de toda equipe multiprofissional encarregada da escuta e da resolução do problema do usuário, promovendo mudanças estruturais na forma de gestão do serviço de saúde, ampliando os espaços democráticos de discussão e decisão. A equipe neste processo pode também garantir acolhimento para seus profissionais e às dificuldades de seus componentes na acolhida à demanda da população”.

*Por Carlos Antonio de Lima, brasileiro, natural de Caruaru, Estado de Pernambuco, nasceu no dia 22 de dezembro de 1951. Jornalista e radialista. Atualmente Tesoureiro da Academia Feirense de Letras, membro do MCC – Movimento do Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Feira de Santana, âncora do programa jornalístico Jornal da Povo, da Rádio Povo, emissora que pertence ao Sistema Pazzi de Comunicação e chefe de Redação e Divulgação da Secretaria Municipal de Comunicação Social.

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