Biblioteca do IPAC recebe doação de 5 mil livros

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O Liceu de Artes e Ofícios, instituição baiana criada em 1872 com objetivo de qualificar operários e artífices para o mercado de trabalho, está doando o seu acervo de livros para a Biblioteca Manuel Querino do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à secretaria estadual de Cultura.

A doação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Administrativo do Liceu, que ainda está instalado em um antigo palacete construído a partir do início do século XVIII no centro antigo da capital baiana. Foram doados cerca de cinco mil títulos que abrangem temáticas de história, geografia, arquitetura e matemática, além de revistas, jornais, teses, vídeos e alguns CD.

Com essa doação, a Biblioteca Manuel Querino, que funciona no andar térreo do Solar Ferrão, nº 45 da Rua Gregório de Mattos, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, passará a ter 13 mil exemplares de livros. Antes da doação a biblioteca do IPAC dispunha de acervo de oito mil livros e 300 títulos de periódicos, além de recortes de jornais e monografias com assuntos ligados às áreas de patrimônio, cultura e Centro Histórico de Salvador.

O IPAC empreendeu intensa reforma no Solar Ferrão, casarão originário do século 17, possibilitando ampliação das instalações físicas da biblioteca, novo sistema de climatização, nova catalogação e a digitalização total do acervo. Segundo o diretor geral do órgão, arquiteto Frederico Mendonça, o principal objetivo foi preparar a biblioteca para uso pleno de estudantes, pesquisadores, dos moradores do Pelourinho e do público baiano em geral.

“A coleção bibliográfica do Ipac é especializada em história da Bahia, antropologia, arquitetura, urbanismo, arte, artesanato, sociologia e, hoje, está pronta para atender ao público”, explica Mendonça. Os livros e periódicos passaram por limpeza, higienização e, até, restauração. O acervo dispõe, também, de 80 livros antigos que são muito solicitados, até por especialistas de outros estados do Brasil. Entre as raridades podemos destaca-se o livro Memória do Estado da Bahia de autoria de Vicente Vianna e editado em 1893.

A biblioteca Manuel Querino do IPAC fica aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 9 às 20 horas, e aos sábados das 9 às 12 horas. Outras informações sobre a biblioteca podem ser fornecidas através do Tel. 3117-6384.

QUEM FOI MANUEL QUERINO – Manuel Raimundo Querino nasceu em Santo Amaro da Purificação, no dia 28 de julho de 1851 e morreu em Salvador, no dia 14 de fevereiro de 1923. Tendo perdido prematuramente seus pais, negros libertos, numa possível epidemia de cólera, foi entregue aos cuidados do Bacharel Manuel Correia Garcia, jornalista, advogado e político, que proporcionou seu aprendizado no campo das atividades manuais. Desta forma, Querino se tornou um exímio artista, músico e artesão. Transitou com êxito em diversas áreas, atuando, mesmo sem titulação acadêmica, como historiador, etnólogo, memorialista, folclorista e jornalista, ocupando cargos públicos na Repartição de Obras Públicas e Secretaria de Agricultura do Estado. Foi membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, da Sociedade Protetora dos Desvalidos, casou-se duas vezes e teve quatro filhos. Seus restos mortais foram enterrados no cemitério da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho. O IPAC Manuel Querino batizando a sua biblioteca com seu nome, sob sugestão do antropólogo Vivaldo da Costa Lima.

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