Safady: PAC é espetacular, mas governo se equivoca na forma de divulgação

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Brasília – Nenhum setor é tão beneficiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) quanto o da construção civil. Isso coloca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, numa posição privilegiada para falar sobre o programa, carro-chefe do governo federal. Para ele, o PAC é “um negócio espetacular”, mas o governo ainda não soube utilizar sua imagem da melhor forma.

“O impacto do PAC foi espetacular para o nosso setor desde o início, quando as medidas mais urgentes foram tomadas com grande habilidade. Ainda é difícil avaliar exatamente o quão positivo ele foi. Estamos esperando fechar o primeiro trimestre de 2009 para apresentar dados e números mais concretos”, disse à Agência Brasil.

Safady usou da mesma ênfase para apontar falhas – não do PAC, mas da forma como o governo utiliza sua imagem. “O problema é que o governo não o vendeu da forma mais correta. Ele tentou passar a imagem de que quem faz a obra é ele [o governo], o que não é o caso. Se você pegar o orçamento inicial do PAC, de R$ 503 bilhões, só R$ 68 bilhões são do governo. Desde o primeiro momento, a participação do Estado no PAC é de 12% do montante de recursos”, argumentou.

“Agora, ele noticiou mais R$ 140 bilhões para o progama. Desses, é possível que nem R$ 20 bilhões sejam do governo. É tudo de estatais ou da iniciativa privada”, completou o presidente da Cbic.

Segundo ele, o grande mérito do PAC foi pouco explorado pelo governo: “É o papel de estimulador, orientador, animador e coordenador da economia do país. É o de ente que concentra em suas mãos o poder de resolver os problemas e de tirar os gargalos que aparecerem. É o de ser o grande facilitador para que as coisas caminhem, e colocar os agentes de mercado para se movimentar e eliminar as dificuldades. Esta é a imagem que o governo tinha de vender e não vendeu”, acrescentou.

Para ele, “muitos jornalistas ficam presos a uma discussão desnecessária, perguntando à ministra Dilma [da Casa Civil] sobre a origem do dinheiro do PAC. Isso é uma besteira. Não tem de se preocupar com dinheiro, porque dinheiro o mercado faz. Claro que o governo, tem de fortalecer o BNDES [o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para que financie a indústria privada, priorizando as linhas de financiamento de forma a irrigar o mercado. Este é o papel do governo: usar o Banco Central para normatizar essa irrigação. E cabe à iniciativa privada buscar os recursos”, completou.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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