Provedor diz que Santa Casa é parceira do Governo do Estado

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Diante da notícia veiculada pela imprensa de que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), a pedido do governador, está analisando solicitação de uma intervenção do Estado no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), feita pelo vereador Ângelo Almeida (PT), o provedor da Santa Casa de Misericórdia, Dr. Outran Borges, diz não entender, uma vez que, desde que foi instalada, a diretoria sempre se mostrou uma parceira do governo do Estado.

O provedor relata que quando assumiu a direção da Santa Casa, foi mais ou menos pela época de mudança do governo do Estado, o hospital Clériston Andrade havia encerrado um convênio com uma cooperativa médica e, por conta disso, passou por algumas dificuldades, inclusive na urgência e emergência. Lembra que “na época, o HDPA tinha 14 médicos contratados pelo governo do Estado, e nós montamos uma estrutura mais arrojada para atender a demanda do Clériston. Este foi um dos primeiros passos que demos para evidenciar que a parceria existia”.

Posteriormente, segundo ele, a direção do Clériston teve que suspender por uma semana todos os exames feitos no seu laboratório, inclusive de pacientes da UTI, e o laboratório do HDPA socorreu o Clériston, funcionando inclusive no final de semana, para atender aos pacientes daquele hospital. O setor de Fisioterapia do Clériston também estava desativado, e os seus pacientes passaram a fazer tratamento fisioterápico no HDPA.

Convênio

Mais recentemente, com a reforma pela qual está passando o Centro Cirúrgico do Clériston, as pacientes da maternidade daquele hospital estão sendo atendidas pelo HDPA. As diretorias dos dois hospitais se reuniram e firmaram um convênio. Hoje um obstetra do Clériston se agrega a um do HDPA e os dois atendem 24 horas uma demanda que seria do Clériston. A demanda de parturientes do HDPA, que era de 140 por mês, triplicou.

“Então, se nós estamos aqui, sempre dispostos a ajudar, não apenas ao hospital Clériston, mas toda a região de Feira de Santana, porque se falar em intervenção no HDPA? Isso nos parece estranho, e até difícil ou impossível de acontecer, porque o HDPA é um hospital filantrópico, particular, mantido pela Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana”, lembra Outran Borges.

Em relação ao objetivo apontado pelo vereador que propõe a intervenção, de abrir a Urgência e Emergência do HDPA, ele disse que vê isso como algo equivocado, pois o Pronto Socorro do HDPA está aberto, funcionando 24 horas, atendendo a cerca de 140 pacientes por dia, porém, apenas com clínica e pediatria. “Para instalarmos atendimento em neurologia e ortopedia, o investimento seria muito alto e a Santa Casa não teria como fazer no momento. Aliás, creio que nem o hospital Clériston tem esses serviços na sua urgência e emergência”, disse.

O provedor lembra que o HDPA é o único hospital que faz cirurgias eletivas pelo SUS. Para ampliar a urgência e emergência, segundo o provedor, seria necessário suspender estas cirurgias. Então, se o HDPA não fizer quem vai fazer? Questiona ele que acrescenta: “O HDPA está cumprindo o seu papel social. Agora, se quiserem sentar conosco para discutir ações conjuntas, estaremos sempre à disposição. Aliás, o HDPA hoje conta com o Centro Cardiológico, equipado para realizar quaisquer procedimentos nesta área, inclusive já tendo feito diversas cirurgias cardíacas, mas esse serviço ainda não foi credenciado ao SUS”.

Outran Borges argumenta ainda que “estes serviços, inclusive os exames de arteriografia, que estamos aptos a realizar, sendo liberados para o atendimento pelo SUS, vai desafogar também o Clériston, pois lá existem pacientes há mais de 90 dias esperando vaga em hospitais de Salvador para realizar procedimentos, que poderiam ser feitos aqui, no HDPA”, finalizou o provedor.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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