Uma nova sentença para a Amazônia | Por João Renato Weirgert

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No Brasil, quando os poderosos atuam a fim de conseguirem vantagens para si, sempre buscam concretizarem as suas intenções na palavra ¨flexibilização¨.

A bola da vez, agora é a Amazônia, tendo na figura do Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o principal defensor em alterar o Código Florestal e proporcionar a diminuição do índice de 80 % para 50 % da reserva legal na derrubada de árvores.

Nas divergências de posições dos atores envolvidos, fica a impressão de que o grupo para flexibilizar, parece ter mais força política, pois o ministro apoiado pelos ¨congressistas ruralistas¨ conseguirá aprovar o projeto.

A vida da maior floresta tropical da Terra, tão desmatada, queimada e roubada, fica cada vez mais vulnerável. A intensa luta dos ambientalistas e instituições ecológicas não tem mais fim, trabalham pela preservação do verde que ainda resiste e enfrentam a possibilidade de ver o encaminhamento de uma proposta nociva ser aprovada com abertura para o agronegócio, podendo significar o extermínio de uma floresta.

Quando estamos à espera que seja aumentada a proteção ao meio ambiente, o que é mais lógico nos depararmos com um ato bárbaro na tentativa de criar outra situação, onde o problema será agravado, contribuindo para mais destruição. Será que as autoridades estão satisfeitas com a quarta posição em que o País ocupa na poluição do clima no planeta?

São tantas informações desde a Conferência de Estocolmo na Suécia em 1972, no ECO-92 no Brasil e recentemente no relatório que mostrou o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, organizado pela ONU, alertando sobre os impactos ambientais e as futuras conseqüências, mesmo assim é impressionante o descaso e a falta de consciência de certos políticos em relação à crise ambiental.

Se aprovado essa alteração no Código Florestal, entraremos num processo predatório ainda maior, onde irá imperar a ganância e o lucro. A previsão para as futuras gerações é a de que um dia estarão estudando as características de uma ¨savana amazônica¨.

A todos esses perigos a sociedade sempre procura uma maneira de controlar o seu futuro. Antigamente, aos deuses foram atribuídos todos esses perigos que aconteciam na natureza, no cenário atual, todos os perigos estão nas mãos da espécie humana.

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