Religião na primeira década do século XXI | Por Carlos Lima

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

A religião nesse século XXI – encarado por muitos como o início de uma nova sociedade – também passa por mudanças, até certo ponto consideradas preocupantes. A religião também passou a depender, em grande parte, das forças mercantis da oferta e da procura; ela passa a adaptar-se a situações inusitadas conforme o bom humor de determinados pastores mercadores e oportunistas. Principalmente quando eles descobrem concorrentes. Atuam como se Deus – a religião – fosse mercadoria a circular no mercado das possibilidades. Utilizam-se da propaganda e dos meios eletrônicos de comunicação, criam programas religiosos com a finalidade de arrecadar. Alguns trabalham na criação de fanáticos.

Uma das coisas mais surpreendentes nessa nova dinâmica da religião é a facilidade que qualquer cidadão, qualquer ser humano, tem de mudar de uma religião para outra, sem problemas de consciência ou de constrangimento. Estamos na era da religião do mercado sem fronteiras. No meu bairro em cada esquina de quarteirão você pode encontrar uma igreja, ou melhor, um templo, quem sabe, não seja uma casa de oração. sei lá. Uma coisa é certa, o que ficou constatado foi a evolução financeira dos pastores. No início chegavam a pé ou montado em uma bicicleta, atualmente o carro mais em conta, de um deles, é um gol 2008.

A fragmentação religiosa é inconcebível no modelo atual, mas já se tornou uma realidade, são tantas que não se sabe mais de onde veio; surge a cada divergência financeira e se refaz a cada demanda; avança nos espaços e lança-se no mercado. A religião se pluraliza, e por isso se sujeita à lei da concorrência e como mercadoria é vendida a um conjunto de “clientes”, futuros fiéis e patrocinadores que posteriormente são obrigados a consumá-la ou consumi-la.

Somos um país onde novas religiões surgem como se fossem fábricas de roupas, que passam a vestir o povo de falsas promessas. Nunca as religiões foram tão livres para se instituírem, para concorrerem entre si e se multiplicarem. Vive-se uma livre concorrência entre os mais diversos tipos de organização religiosa – são igrejas, seitas, cultos, centros, terreiros, ordens, denominações, comunidades, templos, casas, e outras denominações – todas elas dialogam criticamente com a religião católica, que ainda continua hegemônica no país. Por quanto tempo, não sabemos, mas o tempo existe.

O mercado religioso está sendo abastecido com alta variedade de possibilidades religiosas, tem de tudo para todos, e contempla qualquer gosto, principalmente para se iludir. Só é preciso visitar o balaio e meter a mão no bolso. Você pode comprar o seu crescimento espiritual, a questão gira em dos valores que são ofertados, da contribuição do dízimo, das doações, como: moto, carro, casa, lanchas e grandes somas em dinheiro. Sua salvação está no seu valor financeiro, está no vil metal.

Na verdade, a sociedade participa do processo religioso apenas festivamente, vislumbra apenas “status”, valorização pessoal aos olhos de uma falsa sociedade. Aquela religião que era fonte de espiritualidade está perdendo seu significado; surge outro tipo de religião – novo modismo – aquela que se preocupada com causas localizadas, reparos específicos, acumulo de riqueza, e mais expressão e relevância nos tempos atuais. Aos outros nada, o amor deve ser a mim mesmo é o que eles estão dizendo, a evangelização e pregação, possuem outras finalidades nos tempos atuais. Sem radicalizar ou generalizar o comportamento dos evangelizadores. A verdade ainda existe, Graças a Deus.

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