Livro refaz trajetória do baiano Orlando Senna

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A Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da Diretoria de Audiovisual (Dimas), promove o lançamento do livro “Orlando Senna – O Homem da Montanha”, de Hermes Leal. O evento acontecerá em duas cidades. No dia 28 de janeiro de 2009 (quarta-feira), às 18h30, ocorre o lançamento em Salvador, na Galeria do Livro do recém-inaugurado Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha, que fica na Praça Castro Alves. Já no dia 31 de janeiro, às 19h, será a vez de Lençóis receber seu filho ilustre, através do lançamento da obra que refaz a trajetória da sua vida. Em Lençóis o evento acontecerá na Câmara dos Vereadores, localizada na Praça Horácio Matos, numa parceria da DIMAS e Prefeitura Municipal de Lençóis, com o apoio da Casa de Cultura Afrânio Peixoto.

Perfil – Senna, biografado por Hermes Leal em “O Homem da Montanha”, é cineasta, jornalista, escritor e diretor teatral. Além de realizador, sempre trabalhou pela viabilização do audiovisual brasileiro, criando oficinas, cursos, escolas e políticas públicas na área. Foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura de 2003 a 2007. De dezembro de 2007 a junho de 2008, foi diretor geral da TV Brasil, e atualmente atua como Presidente da TAL-Televisão América Latina. Durante sua trajetória, esteve envolvido em diversos movimentos culturais ocorridos no país nas últimas quatro décadas, vivenciando experiências como o Cinema Novo, o Cinema Marginal, o Tropicalismo e a Retomada.

O livro, mais um lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado, foi escrito a partir de depoimentos de Orlando Senna ao escritor, documentarista, diretor de TV e editor da Revista de Cinema Hermes Leal. Segundo o próprio Hermes Leal, a história narrada em “O Homem da Montanha” é um épico, iniciado no interior da Bahia e que se espalha pelo Brasil e pelo mundo, repleto de figuras de peso – como Glauber Rocha, Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Darcy Ribeiro, entre outros – e com trechos marcantes, como a passagem pela renomada Escola de Cinema de Cuba, nos anos 90. Depois da experiência cubana, Senna também lecionou no curso de cinema no Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza.

Além disso, são apresentados ao leitor todas as dificuldades sofridas por Orlando Senna durante a Ditadura Militar, época na qual o realizador teve problemas por causa de filmes como “Gitirana” e “Iracema – Uma Transa Amazônica”.Censurado por seis anos, “Iracema”, realizado em 1974, só estreou nos cinemas brasileiros nos anos 80, revolucionando os conceitos de ficção e documentário ao empreender, juntamente com Jorge Bodanzky (co-diretor), um mergulho efetivo na realidade brasileira da época.

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