IPAC vistoria obras no Pilar e anuncia licitação para Rosário dos Pretos e Cruz do Pascoal

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Cerca de 20 técnicos, entre restauradores, arquitetos e engenheiros do governo estadual realizaram hoje (terça-feira, dia 06.10) vistoria das restaurações da Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Pilar e do seu Cemitério contíguo, localizados no sopé da falha geológica que separa as cidades Alta e Baixa, em Salvador. Complexo arquitetônico-histórico originário do século XVIII, detentor de valor nacional e tombado pelo IPHAN em 1938, o Pilar não passava por reformas desde a década de 1940.

Coordenada pelo diretor geral do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) – órgão responsável pelas obras -, Frederico Mendonça, a vistoria possibilitou a duração dos serviços, previstos para 15 meses. “Já em 2010, o governador Jaques Wagner poderá inaugurar, não somente, as obras do Pilar, mas, igualmente, as obras do Palácio Rio Branco, Casa das Sete Mortes e Igreja do Boqueirão”, informou Mendonça.

No Pilar, serão recuperados a edificação e os bens móveis, como altares, púlpitos, bancos, cadeiras e cômodas. O sistema elétrico será modernizado, instalados novos sanitários, rampas para portadores de necessidades especiais, além de elevador. A igreja é um dos raros exemplos de templos católicos da Bahia a apresentar alongamento da planta e detém azulejos portugueses do período de 1750 a 1760, sua fachada tem frontões de pedra de lioz de Lisboa e do seu acervo destaca-se a imagem de Santa Luzia, do séc. XVIII, as alfaias com coroa de 140 brilhantes, diadema de ouro do Porto, além de custódias e cálices.

Investimentos de R$ 20 milhões – Orçada em R$ 3,5 milhões a obra do Pilar integra o conjunto de restaurações no Centro Antigo de Salvador sob responsabilidade do IPAC que totalizam R$ 20 milhões investidos. As reformas do Rio Branco, Sete Mortes, igrejas do Boqueirão e Pilar têm recursos de R$ 13,5 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento, através do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur 2) do Ministério do Turismo, além da contrapartida do Governo da Bahia.

Já a obra no Palácio da Aclamação, que recupera estruturas e telhado, foi financiada pelo Tesouro Estadual, ao custo de R$ 1,5 milhão. “Mais R$ 3 milhões estão sendo investidos na recuperação de pinturas de 60 imóveis no Pelourinho e na requalificação de parte do casario da Baixa dos Sapateiros, para retirada de painéis que encobrem as fachadas neoclássicas e ecléticas de algumas casas”, explicou Mendonça.

Rosário dos Pretos e Cruz do Pascoal – Durante a vistoria o diretor do IPAC anunciou, ainda, a licitação para restauração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e do Oratório da Cruz do Pascoal, ambos, monumentos do Centro Histórico de Salvador (CHS), tombados pelo IPHAN desde 1938. “Até fevereiro serão finalizadas as licitações e contratadas as obras”, adiantou Mendonça.

A igreja do Rosário dos Pretos é originária de 1704, construída em alvenaria de pedra e sede da Irmandade que reunia escravos e libertos, uma das primeiras confrarias de negros do Brasil. Foi construída pelos irmãos ao longo de quase 100 anos. Dentre a imaginária, destacam-se a N.S. do Rosário do século XVII. Já o oratório público da Cruz do Pascoal, coberto de azulejos portugueses, foi construído em 1743, por Pascoal Marques de Almeida, natural de Lisboa, e é considerado um dos mais pitorescos pontos do CHS. O oratório está no centro de pequeno largo circundado por sobrados do século XIX e foi inaugurado com a imagem de N. S. do Pilar, do século XVIII já restaurada pela equipe de especialistas do IPAC. Seu nicho é inspirado nas torres sineiras de igrejas baianas do começo do séc. XVIII.

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