Gestores e gestão | Por Carlos Lima

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Campanhas, gestão e gestores, pode ser uma ligeira confusão em meio às muitas promessas e compromissos assumidos durante campanhas eleitorais. Os discursos, as explicações sobre gestão pública são absorvidos pelos eleitores e a população de modo geral.

Tem candidato que fala muito. Alguns deles fazem questão de citar o tão esperado choque de gestão em sua administração, como: gestão inovadora; resgate da moral e da credibilidade administrativa; continuação do governo, quando se trata do mesmo partido político e de aprovação popular acima da média. Porém, pode soar falso ou não. Entretanto o povo também pode encarar como disperso ou simplesmente um bombardeio de palavras.

O que se pode esperar de gestões inovadoras, quando um médico, em 60 minutos, atende 30 pessoas – número de fichas distribuídas para atendimento nas unidades de saúde – e vai embora, deixando dezenas de pessoas na fila. O horário de trabalho não existe, o salário é pago para atender a quantidade de pacientes, conforme distribuição de fichas. Atendeu, cumpriu horário.

O que fazer quando nossas escolas obtêm um dos piores índices do país? O que fazer quando falta a merenda escolar? Como agir se a violência e a insegurança crescem assustadoramente? O que fazer se empresas contratadas, terceirizadas ou com vínculos com a prefeitura não cumprem suas responsabilidades trabalhistas e não são fiscalizadas pelo órgão público?

Como agir se o serviço de transporte
de massa, tanto na zona urbana como rural,
não cumprem com suas obrigações e o transporte coletivo é um verdadeiro pesadelo? Como viver se falta saneamento básico em mais de 50% da cidade? Como viver com a emissão de gazes tóxicos, na atmosfera, por algumas indústrias instaladas no Centro Industrial Subaé?

Muitas perguntas podem ser feitas. As respostas são difíceis para uma gestão que se inicia. Cada gestão pública tem o traço, tem o estilo, tem a característica do próprio gestor, a não ser que ele esteja numa posição de comandado e não de comandante.

Uma administração pública revolucionária é aquela que atinge metas, que realiza compromissos. É muito fácil falar em mudanças ou dizer que vai ampliar os mecanismos de cobrança, cobrar pode ser fácil, contudo, difícil será sair do teórico para o prático.

Portanto, devemos dar resposta à pergunta que não quer calar: O que fazer, concretamente?
Colocar relógios de ponto nas policlínicas e postos de saúde! Realizar avaliação periódica nas escolas! Capacitar o servidor público em todas as áreas, principalmente na educação e saúde! Fiscalizar empresas prestadoras de serviço! Punir motoristas que desrespeitam os códigos e colocar em prática o novo plano diretor para o trânsito! As respostas serão estas?

Essas ações podem ser antipáticas, mas a urgência da resposta deve ser pensada. “O serviço público não é sinônimo de acomodação e sim de trabalho e responsabilidade” – alguém já disse isso, não me lembro quem.

Os gestores devem, acima de tudo, cobrar ações eficazes e, sem medo, buscar metas. Às vezes, o receio de não ser reeleito ou de perderem os índices de aceitação e aprovação nas pesquisas, faz com que o político prefira não tocar em questões problemáticas.

Enfim, é preciso uma definição. Precisamos saber, se a gestão da administração pública em Feira de Santana é o terceiro governo de José Ronaldo ou é o primeiro de Tarcízio e o terceiro sob o manto do DEMOCRATAS.

Avaliações e definições sobre o conjunto administrativo do município só poderão ser realizados sobre um novo olhar, se algo de novo existir no Paço Municipal. O prefeito José Ronaldo cumpriu bem os seus dois mandatos. Diga-se de passagem, com voto de louvor. Tenho a convicção que uma próxima candidatura de José Ronaldo ao governo do município encontrará o apoio da maioria dos eleitores. Mas, não é o atual gestor do município.

Essa função no serviço público não deve se confundir ou se perder nas entranhas do populismo e do partidarismo de viseira. Saber qual o papel dos órgãos públicos e de seus servidores é essencial. Sem culpas ou medos, é hora de resgatar essa discussão com toda força.

*Por Carlos Antonio de Lima, brasileiro, natural de Caruaru, Estado de Pernambuco, nasceu no dia 22 de dezembro de 1951. Jornalista e radialista. Atualmente Tesoureiro da Academia Feirense de Letras, membro do MCC – Movimento do Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Feira de Santana, âncora do programa jornalístico Jornal da Povo, da Rádio Povo, emissora que pertence ao Sistema Pazzi de Comunicação e chefe de Redação e Divulgação da Secretaria Municipal de Comunicação Social.

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