Feira terá primeira biofábrica do mundo para o semi-árido

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realiza, quinta-feira (18/12/2008), o 1º Workshop Biofábrica do Semi- Árido. O evento vai apresentar e discutir o projeto de implantação de uma biofábrica e a viabilidade de sua implantação em Feira de Santana. A iniciativa é fruto de parceria entre a Universidade, a Secretaria de Agricultura (Seagri), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) e o Centro de Educação Tecnológica da Bahia (Ceteb).

A programação prevê a participação dos consultores Ailton Florêncio e Adriano Bortolotti Silva, da Seagri, e de pesquisadores do Horto Florestal da Uefs. As atividades serão desenvolvidas a partir das 8 horas, no auditório do módulo 7, campus universitário.

O projeto, com capacidade para produzir, anualmente, cinco milhões de mudas de qualidade e resistentes a pragas e doenças, será a primeira Biofábrica do mundo voltada para o Semi-Árido e será implantada em Feira de Santana. A Fábrica do Semi-Árido vai produzir e disponibilizar mudas, principalmente para os agricultores familiares e também para assentados da reforma agrária, quilombolas, comunidades indígenas e de fundo de pasto, além de comercializar a produção excedente como forma de garantir a auto-sustentatibilidade.

Dentre outras culturas, serão produzidas mudas de bananas, resistentes ao mal do panamá, e a Sigatoka amarela e negra (para os distritos irrigados do Estado), abacaxi (para repovoamento das áreas de criação de Coração de Maria, Conceição do Jacuípe e ampliação do Pólo da Chapada Diamantina e Mundo Novo) e de sisal, para a região sisaleira da Bahia. Também serão produzidas mudas de cajueiro anão, para o Território Nordeste 2, umbu-gigante, umbu-cajá e cajá, para o Território do São Francisco, maracujá, acerola, maçã, manga e citros, além essências florestais, para uso como reserva energética e medicinal.

A Biofrábrica produzirá também mudas de arbustos para o melhoramento de pastagens. As plantas serão produzidas por um sistema de clonagem, que permite produzir mudas com ciclo mais curto e de melhor qualidade, protegidas contra pragas e doenças.

Conforme o secretário Ildes Ferreira, dentre outros entraves ao desenvolvimento, a implantação da Biofábrica vai, por exemplo, solucionar um grande problema dos produtores de banana de Bom Jesus da Lapa, obrigados a importar as mudas de outros estados, como Minas Gerais. “Essas mudas, além de qualidade ruim, correm o risco de virem contaminadas, podendo danificar todo plantio”, observa Ferreira.

O consultor Ailton Florêncio informou que as mudas também servirão para a recuperação da mata ciliar e atender as demandas do Estado para apoio à Agricultura Familiar. A área que será beneficiada com a implantação da Biofábrica na região do Semi-Árido abrange 264 pequenos e médios municípios da Bahia e abriga uma população de sete milhões de pessoas.

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