Vamos virar toupeiras e deixar toupeiras ao nosso redor? ( parte 1) | Por Cleide Lima

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Li um texto de Arnaldo Jabor tratando de relacionamentos, ele dizia com a sua sapiência e humor impar sobre a durabilidade dos mesmos, para ele tudo tem seu tempo de duração, um prazo de validade. Será que é assim? Tudo na vida é finito ou realmente existem coisas que terminam quando a morte separa?

Essa semana minha amiga de longas datas e atualmente colega de trabalho que dividia sala comigo, mudou de sala por motivos internos… Observando o vazio que ficou, comecei a me questionar sobre a teoria de Jabor.

Não acredito que o relacionamento entre pessoas tenha um prazo de validade e sim que existam pontos fracos nessa troca que se forem cutucados, vencem na prateleira.

A nossa amizade continua não somos mais colegas de sala, mas continuamos sendo colegas e de parede! Cabe a nós decidimos se essa parede que nos separa será uma barreira para cultivar a relação. Muita gente acredita que a vida separa pessoas, eu acredito que as pessoas separam as pessoas. A vida nada faz apenas nos apresenta desafios e nós enfrentamos ou nos escondemos.

Já as pessoas criam situações em cima dos contratempos da vida e constroem paredes, muros entre suas relações e querem amigos, companheiros, filhos, pais e outros, com costumes de toupeiras, que aprendam a cavoucar até chegar ao outro lado. Ou ainda atleta de salto com vara para pular e cair nos braços do ser querido. E olha que até tem um risco grande de alguém sabotar a vara e você dar de cara com o muro. Mais uma frustração.

A gente coloca as pessoas cada vez mais distantes. Somos nós quem cultiva as relações afetivas dia após dia, mostramos o quanto às pessoas são importantes e quanto a amamos.

Vejo sempre amigos e colegas reclamarem de alguém por não terem recebido atenção e carinho esperados. E sempre os questiono: Você dá atenção e carinho a essa pessoa? Como você quer ter a troca?

Os relacionamentos são como espelhos da face e da alma. O que faz receberá em troca na mesma proporção, invertido ou não. E dependendo da distorção de imagem que o outro tenha de você ou da realidade em que vive esse reflexo pode ser piorado e assim a relação ruir como castelo de areia ao vento… Cada reflexo um desmoronamento!

Sabe aquele ditado que vovó dizia: “faça com o outro aquilo que você quer que faça contigo”? Ah, não é assim não? Mas nesse caso é desta forma que se aplica! Porque não reformularmos o dizer tão antigo e tratarmos da festividade do gesto positivo? Já que o que não deve ser feito todos têm consciência, a dificuldade hoje nas relações pessoais está no tratamento dado a colegas, amigos, chefes, filhos, pais, irmãos… o mundo louco, as pessoas no mesmo ritmo, ou melhor, o mundo mais aberto e as pessoas menos tolerantes e mais sinceras em suas falas e faces.

Doa a quem doer o mundo é uma delicia! Vamos derrubar os muros que criamos na vida e deixar que as pessoas se aproximem, assim o carinho e atenção que a gente tanto espera do outro virá naturalmente, como reflexo das nossas ações para com o mesmo…

Ou você ainda prefere ter toupeirinhas cavoucando seus infinitos muros? Nossa que gastura!

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Redação do Jornal Grande Bahia
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