Nova Iorque 2008 | Por Alexandru Solomon

Grand Central Terminal Bridge (Estação Grand Central) de Nova Iorque, EUA.Grand Central Terminal Bridge (Estação Grand Central) de Nova Iorque, EUA.

Pois é, este escriba foi correr a maratona de Nova Iorque no dia 2 de novembro. Foi a quinquagésima segunda maratona no meu currículo e a décima oitava na Big Apple. Desafiando os vaticínios catastrofistas quanto ao frio, trinta e nove mil e tantos corredores foram brindados com um dia “geladinho”, até para os maratonistas. A temperatura inicial foi algo como seis graus.Esses seres estranhos, que parecem proliferar e entre os quais um observador atento conseguirá me localizar, são criaturas humanas, cujo objetivo é correr a distância de 42km195m. Para os que estranham esse valor quebrado, ele é uma homenagem, por um lado ao grego Fidipedes, portador da boa notícia da vitória dos gregos sobre os persas, na batalha de Marathon, e por outro lado, uma forma de permitir à família real britânica presenciar a chegada da competição. Devemos à realeza britânica correr 2km195m além dos razoáveis 40 km, tudo isso para que na longínqua Olimpíada de Londres 1924, as retinas reais pudessem se encantar com a largada e chegada, sem binóculos. ( Já contei isso em outras crônicas, mas que garante que não esqueceu, querido leitor?)

Por serem essas provas competições de rua, disputadas sobre trajetos variados, não se fala em recorde mundial da maratona e sim, em melhor tempo para a distância. Com efeito, comparar o esforço de um competidor sobre um trajeto plano ou em descida com o de outro, ou até do mesmo atleta sobre um trajeto acidentado não faz muito sentido.

De qualquer maneira, vale consignar que um atleta brasileiro Ronaldo da Costa (mais um Ronaldinho, o menos famoso) chegou a estabelecer (em Berlim) aquilo que durante uns 2 anos foi a melhor marca mundial para a distância. Hoje a honra, pertence a Haile Gebrselasie. A proeza ocorreu este ano em Berlim.

Para os que não adormeceram até agora, vem uma confissão, respondendo à pergunta inevitável: “O que diabo procura um cidadão que mal se lembra do que foi a adolescência sair por aí correndo?” Este que vos escreve leva mais do que o dobro do tempo para completar a distância, se cotejado com o ganhador, jamais irá subir em pódio algum, a não ser que os organizadores decidam construir um que acomode a quase totalidade dos participantes. A resposta não envolve considerações metafísicas. A competição é consigo mesmo. Melhorar o resultado individual, ou até permanecer na suave ilusão de que o tal ‘peso dos anos’ não se faz sentir de forma drástica, eis o desafio. Os demais competidores não passam de pano de fundo para a ‘proeza’

A pergunta enfurecedora será portanto: “ Você ganhou?” ou alternativamente “Acha que dá para ganhar?” e pior ainda: “Já que não tem chance de ganhar, por que participa”? Melhor relevar essa mistura de veneno com ignorância e seguir em frente. Os organizadores das provas contam com os abnegados para conseguir recordes de participação. As maratonas ‘jumbo’ (Nova Iorque, Paris, Londres) contam com mais de 35.000 corredores. Em geral, para minorar os problemas do trânsito, que sofre horrores no dia da prova, estabelece-se um tempo limite além do qual, o participante é convidado a abandonar a prova. Sei que Nova Iorque constitui uma exceção já que, durante anos, uma competidora, Zoe Koplowitz, portadora de esclerose múltipla, finalizava a prova no dia seguinte cercada de batedores, carros de polícia etc. cortejo a causar inveja a qualquer chefe de estado.

Nova Iorque é algo especial. O entusiasmo dos milhões (isso mesmo, sem exagero!) de torcedores, batendo palmas e gritando palavras de incentivo não encontra paralelo. Nada comparável com as manifestações de alguns parisienses ‘blasés’ ou com o: “Pô meu, o cara já terminou, o q´cê tá fazendo aí?” que tive a ventura de escutar em Sampa. Para ser sincero, ouvi coisas piores em Sampa. Não faltaram alusões politicamente incorretas às minhas preferências sexuais e outros mimos. A bem da verdade, essas manifestações de péssimo gosto estão se tornando mais raras. Alguns acabam descobrindo o valor do esforço, assim como outros constatam que existem cidades limpas na África.

Durante os quatro dias que antecedem a corrida, os competidores retiram os Kits ( o número e o chip que permite determinar o tempo que cada competidor empregou para cobrir a distância). Não existe jeitinho. Os competidores recebem os kits somente mediante apresentação do passaporte.

Na véspera da corrida, os corredores estrangeiros se reuniram às 8 da manhã, como já é praxe, em frente ao edifício da ONU, numa bonita festa e de lá partiram em trote em direção ao Central Park. Milhares (uns dez mil corredores) bloqueiam por uma hora o tráfego de Manhattan. Há muita alegria, troca de camisetas ou de apertos de mão. Há fanáticos por trocas que levam dezenas de camisetas. Discute-se acaloradamente se uma regata vale um abrigo de náilon etc.Na noite que antecede a corrida, milhares (desculpem-me, poderia ter dito inúmeros) de corredores, voltaram a Tavern on the green para a Pasta Party, o jantar de massas, a tal carga de carboidratos, que dizem ser importante. Vale mesmo é a farra.

Por mais que se adie, sempre chega a hora. É chegada a famosa hora da verdade. Vamos ao desafio. Pouco importa se houve treino de mais ou de menos. Uma noite bem dormida e pronto. Na verdade, a noite muito bem dormida, tem de ser a anterior, dizem os especialistas.

É preciso chegar ao lugar da largada, em Statten Island. Para tanto, toma-se um ônibus à disposição dos corredores a partir das 5horas30min, na Rua 42. Para não chatear novamente com os ‘milhares’, direi que são centenas de ônibus que aguardam os corredores. Escuro ainda. Faça frio, faça sol, ou chova canivetes – já peguei todas essas situações nessas dezoito vezes que corri em NY – , lá estão inúmeros voluntários orientando a massa compacta, gritando palavras encorajadoras, batendo palmas, fazendo a maior festa.

Uns corredores, pensam ser mais espertos pegando um táxi. Pura bobagem. É pagar para perder parte do clima da corrida, nada mais.

Lá vai o ônibus. Claro que para entrar no dito cujo, precisa mostrar o número já preso à camiseta (ou ainda em mãos). O chip já está no tênis – para que deixar isso para o último minuto?- e, lá vai o ônibus. Cruza-se a ponte Verazano que logo mais será atravessada, a pé – foi para isso que viemos- em sentido contrário, e lá estamos, dentro de uma base militar, Fort Wadsworth..

A festa continua.Isso inclui café da manhã, água – não param de avisar que temos que tomar muita água – muffins, donuts, power bar e outras bombas energéticas. Para exigentes, há chá e chocolate quente e mais avisos: Não abusem. Ninguém pode pensar em se empanturrar agora. Agora tem mais que fazer: é só esperar. Esperar, literalmente sentado, naquele friozinho inimigo. Para aqueles que desejam buscar ajuda superior, há vários serviços religiosos.

Para os problemas menos elevados, centenas de banheiros espalhados. Com o passar do tempo e também devido ao nervosismo – algum especialista há de confirmar essa história de peristaltismo antes da prova – longas filas vão se formando à frente de cada cabine. Pois é .Já disse que são milhares de corredores, então considerando as centenas de banheiros, as filas chegam a ter dezenas de integrantes. Simples, né?

Falta mais de meia hora e é bom se encaminhar para a largada. Antes disso, alguns ‘milhares’ colocam num saco de plástico a roupa que vestirão depois da chegada. Os menos friorentos colocam também o agasalho que estão vestindo – o que fazem os mais friorentos? Calma, chego lá – nesse bendito saco transparente, por motivos de segurança, cedido pelo UPS (serviço postal). Depois é só se dirigir para os ônibus cuja número coincide com um outro impresso no adesivo a ser colado no plástico e no número do participante. Não há como errar. Os ônibus irão encontrar os corredores depois da linha de chegada no Central Park.

Há três largadas. Laranja para as mulheres,- as não profissionais, as outras já largaram- e para alguns homens, e a verde e azul para os demais. Este ano, inovaram, com a introdução da largada em ondas saído com 20 minutos de intervalo. Ou seja, primeiro largam os números mais baixos e atrás os ‘milhares’(Já falei em milhares? Creio que não). De qualquer maneira, todos os participantes obterão dois resultados: aquele dado pelo relógio da chegada, e aquele fornecido pelo chip. Com efeito , devido à fila inevitável , todos os corredores passam sobre um tapete que registra a passagem do chip, tanto na largada , quanto na chegada (e em vários pontos intermediários) e isso dará o tempo real de corrida. Não pensem que a diferença seja pouca. Imaginem o tempo que o público leva para sair de um estádio de futebol. É por aí. Já levei mais de 8 minutos para cruzar a linha de…partida.

Este ano larguei na terceira onda. Nada a ver com Alvin Toffler.

O povão está se aglomerando, aumenta o nervosismo, helicópteros sobrevoam a largada. Para quem já correu a São Silvestre, é só imaginar aquilo multiplicado, grosseiramente, por três. Como este ano tivemos três ondas, imaginem três SS. Nos dias frios, quem andou agasalhado até a hora de largada, desprezando o serviço do UPS, começa a se desfazer do excesso de roupas, que a exemplo dos helicópteros, sobrevoam a massa. Receber na cabeça um blusão , não é fato digno de reparo, tampouco motivo de alegria, mas dizem os franceses “á la guerre comme à la guerre” . Uns outros se agacham, de repente, e um filete no asfalto diz bem o que está acontecendo. Faltam poucos minutos. O pulso vai ficando mais rápido e…..Se insistirem, contarei o resto.

A largada foi dada com um tiro de canhão. Um tiro para cada onda. Estava bem posicionado a menos de dez metros da largada. Nada mau esse sistem de ondas. Tomara que na chegada não haja atropelos, pensei. Com menos de um minuto, já estava pisando sobre o tapete que registrava eletronicamente a passagem. Sem querer bater o recorde de Gebrselassie 2horas 3min 59segundos, as coisas começavam bem. Logo à frente a ponte Verazano.Uma senhora ponte, mais de dois km.Os felizardos da largada azul, passam pela pista superior, a mim coube a pista inferior. Para alguns, é um momento de olhar a paisagem, para outros, o de repetir algum mantra. De qualquer maneira, apesar das proibições, alguns corredores se livram dos agasalhos em cima da ponte. Para os dotados de espírito contemplativo, é o momento de prestar atenção para não tropeçar. Já presenciei tombos espetaculares, como o de uma mulher que bateu com a testa no chão. Não sei dizer se continuou ou não. Eu, velho de guerra disparei o cronômetro ao passar sobre o tapete, para constatar pouco depois que nada acontecera. Vamos disparar agora, mas como fazer para ter o tempo correto? Essa dúvida acompanhou-me até a chegada. Indiferente à minha preocupação, a ponte continua a desafiar com um longo trecho em subida, e agora, a primeira surpresa para os marinheiros de primeira corrida. A ponte oscila. Mas oscila para valer, a ponto de faltar o chão debaixo dos pés. Para quem estudou Física, a ameaça de a estrutura entrar em ressonância e se partir. Instintivamente, procuro correr num ritmo diferente do vizinho. Se andarmos em cadência, a maionese desanda mesmo. E faz frio. Sei, da leitura de um livro sobre corrida que a temperatura ideal é de 15°C . O que dizer dos 6-7°?. Vamos com calma. Como sempre na vida, após o aclive, vem o declive, hora de não correr forte demais. Já fiz essa burrada em… 1993, estou vacinado. E estamos no Brooklyn, mais precisamente numa tal Quarta Avenida.Um retão. Na frente um mar de cabeças.Em volta gente que não acaba mais. Assim será até o fim. Isso eu estou cansado de saber. De ambos os lados da avenida muita gente aplaudindo e gritando. Bandas de música animam os corredores. De algumas casas, torcedores colocam na janela aparelhos de som com o volume no máximo. Aproxima-se a terceira milha, o primeiro pit stop. A partir daí a cada milha haverá água para os maratonistas. Já corri São Silvestre na qual faltou água e sei o que “dar uma de dromedário” significa. Não é o caso. Passamos junto a fileiras paralelas de tabuleiros de onde os voluntários pegam copos de água e entregam aos participantes. Macaco velho, não me atiro nos primeiros tabuleiros; sei que a fila de tabuleiros é enorme. Nada de trombar com os afoitos. Pois é, ‘milhares ‘ de copos à espera. No todo a quantidade pode passar do milhão. Trocamos uma ou outra palavra e o tempo vai passando. Aprendi que o pessoal adora gritar o nome do corredor. Como sempre corro com a camiseta do Bradesco- essa é uma outra história-, não raro eles gritavam : Go, Bradesco. Este ano coloquei meu nome na camiseta e procurei correr junto ao meio-fio, colhendo inúmeros ‘Go, Alex!’.Acaba o retão, passamos debaixo de um viaduto e, claro, todos começam a berrar. Afinal, se uns gostam de buzinar nos túneis, por que não gritar? Começa outro retão; no fundo, lá longe o prédio do HSBC , milha oito, onde irão se juntar os corredores das três largadas.A cada milha, um relógio digital enorme, com o tempo oficial.Ainda estou dentro da meta secreta. (Se é secreta, é porque não irei contar, não insistam). Continuamos pelo Brooklyn, passamos pelo bairro judeu , pelo bairro polonês e está se aproximando a meia-maratona. Quem está se aproximando somos nós, bem sei disso, leitor chato. O marco da meia é em cima da ponte Pulaski. Mais uma subida. Para os apertados, alguns banheiros antes da ponte e bem-vindos ao Queens! É o momento de fazer umas contas: Se gastei tanto tempo até aqui e se estiver bem, basta multiplicar por dois. Marilson – aquele que malhei por ter abandonado na maratona olímpica e que se vingou ganhando essa já terminou. conseguiu ser mais rápido na segunda metade. Menos ambicioso, sei que além de multiplicar por dois terei de somar alguns minutos . Resta saber quantos. Agora já sei foram uns nove. Naquele momento torcia para que fossem menos. E lá vamos nós a caminho de ponte Queensboro no meio da qual aparece a marca do km 25. Apesar de o trajeto ter marcação em milhas, o sistema métrico foi prestigiado com marcações a cada cinco km.

Particularmente aquela malsinada ponte nunca deixou de ser um lugar de intenso sofrimento. Sei que lá encontra-se o marco de 15 milhas. O diabo é que sempre achei que eles erraram a colocação.Tradicionalmente é aí que bato meu recorde de lerdeza. O maldito marco sempre aparece com atraso. Olho para o cronômetro e nada. Acelero um pouco e vejo que o monitor de batidas do meu generoso coração mostra um número preocupante; sem nenhum esforço, diminuo o ritmo. Não há bem que sempre dure nem ponte que nunca acabe. É tudo uma questão de ‘vontade política’ diriam nossos amados líderes. Encontro duas brasileiras, um papo rápido:”Esperem até ver a Primeira Avenida, já que é sua primeira maratona”. Perdemo-nos. Agora, terminada a ponte uma curva à esquerda e já se ouve o rugido da multidão. Estamos entrando na Primeira Avenida. Estamos em Manhattan. Já tinha avisado um corredor francês a meu lado para se preparar pois o pessoal grita mesmo -sem fazer bico-. As pernas pesam. Coisas da vida. Quem entra na First, perdão deputado Rebello, Primeira avenida, pela primeira, vez recebe um jato de adrenalina na circulação. Agora, são milhões de torcedores. Continuo correndo longe do meio da pista para recolher todos os Go, Alex! possíveis. Preciso mesmo. Não que esteja carente, mas bateu o cansaço. Aproxima-se o temível km 30 o tal muro. Em geral é aí que as reservas de glicogênio se esgotam, o organismo mobiliza gorduras, só que não é tão simples como virar a chave e passar o automóvel de gasolina para gás. O corredor bate no famoso muro. Além de água, há Gatorade e para quem estiver com vontade, é só pegar, bananas, laranjas, maçãs, que o público oferece.A rigor, dá para fazer um belo piquenique. E o pessoal não pára de gritar ‘looking good’(está com ótimo aspecto). Nunca parei para perguntar se me achavam tão good assim.

Lá, perto da milha 20, depois de terminar a gloriosa First, uns seis km em linha reta, oportunidade para ver um mar de corredores pela frente – quantos haverá para trás?- começa a ponte que leva para o Bronx.. Logo depois outra ponte para a volta a Manhattan.É agora. Faltam poucos e intermináveis km. Na passagem pelo Haarlem, os amadores de gospel tem direito a um coral em frente a uma igreja. Não contei os conjuntos musicais , mas foram muitos. Tenho a impressão que mesmo assim, havia mais em Paris. Nada como correr para se dedicar a esse tipo de pensamento. Já estamos rumando, depois de mais umas curvas chatas, para o Central Park. A entrada mudou. A partir de 2002. corre-se mais pela Quinta Avenida. Finalmente entramos no parque. Faltam pouco mais de duas intermináveis milhas. À direita o Metropolitan, gente a dar com pau, e olhe que o primeiro chegou faz um tempão.Uma reta camarada , depois um sobe e desce pelo parque e, após passar pelo marco de 40km e da milha 25, saímos pela Avenida Central Park South. Não há o menor risco de repetir o erro do mexicano German Silva que ganhou em 93 , se não me engano, mas errou a entrada, voltou e ainda conseguiu superar um conterrâneo. Últimos esforços. Para não perder a graça a chegada se dá numa subidinha de uns 200m. Fácil quando se é descansado.O cronômetro me dá um tempo ao qual deverei somar os X segundos da vacilada inicial.Quantos? Quantos? Será que termino abaixo de 5 horas. O ano passado foram 5he 24 minutos, recorde negativo. Continuo meu trote filosófico e lá está a chegada. Abro os braços , para poder sair na foto. Não quero que se repita a história de uns anos atrás,. quando o infame que terminou, logo à minha frente quase que me encobre totalmente. Passo sobre o tapete mágico da chegada, olho o tempo do cronômetro oficial, olho o meu e não contarei qual foi o tempo. No dia seguinte, soube que foi 4h59min57 segundos. Foi menos de 5 horas ou não foi?

Depois, recebemos a medalha, um cobertor de papel aluminizado, tapinhas nas costas, vamos caminhar pelo parque. Quem tinha roupas para recuperar o faz na longa fila de ônibus do UPS (lembram deles, pois estão aí). Quem não tem, azar, tem de continuar num passo de cágado. Ganha-se um lanchinho. Mais um pouco caminhando, afinal já estamos acostumados. Na rua 75 outros voluntários retiram os chips dos tênis. Pensam que é mordomia? Experimentem desamarrar o tênis depois da corrida. O encontro com os familiares se dá fora do parque. Obviamente tudo está organizado.os pontos de encontro são indicados pelas iniciais do corredor. O coração já não bate tão rápido. É hora de voltar para o hotel, com a medalha no pescoço. Terminou a maratona. Não foi o triunfo da esperança sobre o bom senso, isso se aplica ao segundo casamento. Tampouco foi a esperança que venceu o medo, isso serve para o sr Duda Mendonça eleger presidente. Foi a vitória da determinação. Todos são vencedores.

Alexandru Solomon, formado pelo ITA em Engenharia Eletrônica e mestrado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas, é autor de ´Almanaque Anacrônico`, ´Versos Anacrônicos`, ´Apetite Famélico`, ´Mãos Outonais`, ´Sessão da Tarde`, ´Desespero Provisório` , ´Não basta sonhar` e o recente livro/peça ´Um Triângulo de Bermudas`. (Ed. Totalidade). Confira nas livrarias Cultura (www.livrariacultura.com.br), Saraiva (www.livrariasaraiva.com.br), Laselva (www.laselva.com.br) e Siciliano (www.siciliano.com.br).| E-mail do autor: [email protected]

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Redação do Jornal Grande Bahia
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]