Esterelização masculina em Feira é maior do que a feminina

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.


Nos últimos três anos e meio, a demanda masculina pela esterilização clínica foi 22,5% maior do que a registrada pelas pessoas do sexo feminino: respectivamente, 745 contra 608. A mudança no comportamento dos homens vem sendo monitorada desde 2005 pela Secretaria de Saúde do município. Todo procedimento é gratuito.

Nos primeiros seis meses deste ano, o número de vasectomias já é 37% maior do que ligaduras – 191 contra 139. No ano passado, as mulheres procuraram mais as unidades credenciadas. Trezentas e nove se submeteram à intervenção cirúrgica, contra 270 homens – 14% a mais.

Há três anos, de acordo com o PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher), foram encaminhados às unidades credenciadas pelo município apenas seis mulheres, para serem submetidas a ligadura tubária, contra 34 homens que fizeram vasectomia.

A vasectomia é a ligadura dos canais que transportam os espermatozóides dos testículos até a uretra. Tem acesso à cirurgia gratuitamente que tem no mínimo dois filhos. A ligadura tubária impede o encontro do espermatozóide com o óvulo.

Mas a maior diferença percentual – exceto 2005, foi constatada em 2006, quando foram realizadas 250 esterelizações masculinas, contra 154 femininas – diferença de 62% a favor dos homens. Para a secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, os homens estão derrubando não algumas, mas várias barreiras.

“Eles estão pondo no chão seus medos, preconceitos e machismos. Ganha, com esta importante mudança de comportamento, o planejamento familiar. O homem de Feira resolveu tomar para si esta responsabilidade”, afirmou a secretária. “E dá exemplo para todos”.

Desde 2005, a intervenção cirúrgica masculina aumentou 5,5 vezes. Esta demanda está relacionada ao atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O método é considerado rápido e seguro. É feito em ambulatório. O paciente recebe alta poucas horas depois da intervenção. A laqueadura requer maior tempo de repouso, por exemplo.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Redação do Jornal Grande Bahia
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]