Calha estragada ou mal colocada impede que água da chuva seja acumulada em cisterna

A grande maioria das calhas instaladas nas casas da zona rural e usadas para captar águas das chuvas e direcionar para as cisternas apresenta algum problema. Outras sequer têm o equipamento. Ou estão mal colocadas ou estão enferrujadas. O secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, Ozeny Moraes constatou o problema na terça-feira passada, em visita ao distrito de Maria Quitéria.

Ele disse que pelas condições das calhas, a perda da água deve chegar a 60%. Outro problema constatado é a incorreta colocação dos equipamentos. Ora muito perto as telhas, ora muito afastados, posições que desfavorecem a captação total das águas. Os tanques têm, em média, capacidade para armazenar 15 mil litros de água, que dá para suprir as necessidades de uma família formada por seis pessoas durante alguns meses.

“Fui ver se as chuvas tinham caído lá com a mesma intensidade da sede, e vi que foram poucos os que conseguiram acumular alguma água. O problema nas calhas é preocupante, porque as pessoas parecem não se importar com as suas condições. Não conseguem mensurar a importância deste equipamento para os períodos de estiagem prolongada, como estamos passando agora”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, dentro de mais alguns dias uma equipe da Seagri vai verificar as condições gerais das calhas nas residências de todos os oito distritos de Feira – Maria Quitéria, Governador João Durval Carneiro (Ipuaçu), Jaguara, Matinha, Humildes, Jaíba, Tiquaruçu e Bonfim de Feira. “Vamos observar as condições destes equipamentos, que considero extremamente importantes, e propor soluções para o problema”.

Outro problema observado pelo secretário é a ausência das calhas em muitas casas, mesmo tendo uma cisterna ao lado. Ele disse saber que muitas destas residências são abastecidas pela Embasa. “Mas todos devem se conscientizar de que as cisternas significam economia da conta mensal da água e uma opção importante para o período no qual a água não cair nas torneiras”.

A calha que circunda a casa de dona Zilda Bispo Gonçalves, que reside na Fazenda Floreto, distrito de Maria Quitéria, não tem condições de captar a água que escorre pelas bicas das telhas da sua residência. A perda é quase total. Parte está mal colocada e a outra metade está sendo atacada pela ferrugem, que deixa buracos de vários tamanhos. Na chuva de segunda-feira captou cerca de cem litros. Mas poderia ter sido bem mais.

Ela recebeu algumas orientações de como proceder para captar água. “Foram algumas orientações simples, de como posicionar bem as calhas”, afirmou o secretário. “Com algum jeito e remendo nas calhas a gente vai poder acumular água na cisterna”, disse a dona de casa. O período das chuvas de trovoadas se aproxima. “E a gente quer aproveitar para encher este equipamento o quanto puder. Água significa alívio para todos nós”. (Batista Cruz)

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Redação do Jornal Grande Bahia
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