Estátua Viva é atração no Centro de Salvador

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

No ir e vir das pessoas para mais um dia de trabalho, pagamento de contas, de repente deparam-se com uma mulher parada na Praça da Piedade, vestida de branco, em pé num banquinho de plástico e parada sem mover uma parte do corpo.

Muitas pessoas, param, olham por alguns instantes. Tiram fotos, chegam perto dela para ver se é de verdade, entre outras coisas que Carina dos Reis, 27 anos, a estátua viva prefere não comentar. A artista afirma que em 2003, quando chegou a Salvador foi difícil, pelo fato dos transeuntes não entenderem seu trabalho, com o tempo as coisas foram melhorando.

A fase marcante em sua vida foi: “eu levaria essa estátua para o meu jardim”, sorri ao lembrar-se desse fato. No começo, suas apresentações eram Centro Histórico, aos poucos foi levando seu trabalho para partes da cidade e a recepção foi boa. Hoje, Carina explica que as apresentações acontecem com maior freqüência na Praça da Piedade, por este local seu cartão de visita.

Nascida em São Marcos, interior do Rio Grande do Sul, Carina cedo, cedo se emancipou da casa dos pais e foi morar em Curitiba, Paraná, aos 20 anos. Como a capital paranaense é recheada de artistas de ruas, alguns como clowns, pernas de pau, etc; percebeu que poderia atuar na rua, e, além disso, contou com os amigos que a incentivaram.

Começou a pesquisar sobre seu personagem e aos poucos foi tomando coragem para começar. Suas primeiras performances foram na cidade modelo, depois foi à vez de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. Ela fica em exposição ao público sempre das oito da manhã ao meio dia, sendo três vezes por semana.

A sobrevivência

Sobreviver da rua é difícil, diz ela. Quando fazia suas apresentações nas regiões sudeste e sul, a artista explica que nestas cidades, as pessoas têm uma renda melhor, sem falar que a maioria gosta de apresentações em espaços públicos.

“Aqui não há catraca, não as formalidades de um local fechado”, para ela, a rua é um espaço democrático, capaz de reunir todo tipo de público. Mais sua renda não vem só da rua, a artista afirma que faz apresentações em grandes shoppings da cidade, como Iguatemi, como também faz performances em eventos.

Carina conta que precisa destes extras, pois são eles que garantem as contas do mês e outras necessidades. Já participou de três edições do Festival Internacional de Artistas de Rua de Salvador, organizado por Selma Matos e Bernad Snyder.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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