Entre caminhadas, cantigas e violências | Por João Renato Weigert

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Numa dessas caminhadas que faço encontrei um amigo, e começamos a conversar sobre os assustadores índices de violência que acontecem em nosso País.
Buscamos na troca de idéias saber de onde vem tanta maldade no ser humano. A que causas estariam ligadas as ações dos homens em homicídios, seqüestros, espancamentos, roubos e até casos inusitados em que um idoso arrasta o cão atado a seu carro, ou o ¨ladrão consciente¨que dá uma lição de moral numa mãe e padrasto irresponsáveis, ao deixar um menino dormindo no carro roubado a fim de tomar uma cervejinha no madrugadão.

Às vezes, pensamos que somos os donos da verdade, tamanha violência com que usamos as palavras para criticar alguém. Essa violência psicológica se tornarão feridas profundas, além de que poderá gerar uma violência física.

Questionamo-nos se existe realmente um aumento no número de violência, ou hoje, existe uma maior divulgação das ocorrências na mídia?
A violência afeta ao agressor, ao agredido e aquele que presencia o ato violento, fazendo deste a testemunha do ocorrido.

Ao tentar colocar no papel este tema tão polêmico, trago uma faceta interessante que lancei ao amigo. Perguntei a ele, se tinha lembrança de alguma antiga cantiga infantil e se poderia cantarolar. A resposta veio rapidamente.

Foi aí que começou este artigo. A primeira cantiga que me lançou foi o boi da cara preta, fiz minha colocação dizendo a ele se notara que essa letra passava certa maldade em seus versos. A resposta foi afirmativa e complementei minha observação mostrando a intenção da cantiga em estimular o medo a uma criança.

Devolvi ao amigo com a cantiga do atirei um pau no gato, essa nos mostra a maldade para com o animal, e nos faz lembrar que houve admiração por esse não ter morrido, mas que um berro ele deu!

E, assim se sucederam mais algumas cantigas, nana neném que a cuca vem pegar…, a canoa virou…, o cravo brigou com a rosa… Paremos para pensar, todas as cantigas muito bonitinhas, mas apresentam um grau de subjetividade com a maldade ou violência. Crescemos ouvindo essas cantigas e tenho certeza que muitos de nós nunca interpretamos uma possível relação de violência nas letras. Não quero com isso afirmar que toda essa violência instalada em tantas famílias brasileiras deve-se ao teor dessas cantigas, apenas um momento de refletir o quanto somos vulneráveis ao assunto em pauta. Infelizmente, a “outra caminhada” que a humanidade persegue, com certeza ainda enfrentaremos muitas provações e imperfeições.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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