Com quem está a verdade?

O bate-boca mantido entre o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e o governador Jaques Wagner promete ter desdobramentos. O início da contenda entre ambos, que já ocupa as atenções da grande mídia baiana é conseqüência da conversa que eles mantiveram durante um encontro, que teve a duração de três horas, realizado no Palácio de Ondina na noite de segunda-feira, (27/09/2008). Geddel negou que o governador tenha dito a ele que, caso pretenda ser candidato ao governo da Bahia em 2010, o PMDB teria que sair do governo estadual. O governador, no entanto, segundo sua assessoria, reafirma o que divulgou sobre a conversa com o ministro.

“A mim ele não disse isso”, rebateu Geddel, ao mesmo tempo em que desmentiu categoricamente que ele teria assegurado ao governador que o seu projeto seria concorrer a uma vaga a senador em 2010, como também reafirmou Wagner na manhã de terça-feira, 28, em encontro com jornalistas na sua residência oficial. “Não há nenhuma definição. Eu não tenho projeto acabado para 2010. Posso ser candidato a tudo”, garante o ministro.

O governador foi enfático ao afirmar que “é óbvio que não há nenhum sentido em manter um aliado que esteja se preparando para outro caminho em 2010. Se o ministro quer trilhar o seu próprio caminho não pode ser no governo”, garante Wagner.

Em resposta ao governador, Geddel argumenta:”Não cabe ao governador colocar quaisquer restrições sobre posição do DEM. Eu não coloco ao governo dele, não cabe isso”. Quanto a aliança com o DEM, o ministro disse que a decisão será tomada pelo prefeito, mas pessoalmente se diz ser contrário a esta aliança, e faz questão de lembrar que o compromisso com a legenda foi apenas programático.

A lição que o povo baiano pode tirar de todo este imbróglio político é que esta briga de cunho bizantino em nada contribui para promover um modelo de política séria que possa objetivamente oferecer uma melhor qualidade de vida para os baianos, principalmente para os segmentos menos favorecidos da sociedade.

Picuinhas desse tipo são contraproducentes aos interesses da população. O mais sensato é que estes políticos procurem desenvolver bem o seu trabalho e que o mesmo resulte em melhorias na qualidade de vida, pelo menos é para isso que foram eleitos. E que alivie a carga social de um povo que por séculos vem sendo desprezado por um modelo de governo plutocrático e anacrônico.

Afinal, estes senhores devem fazer jus aos polpudos salários que recebem, pois estes recursos são oriundos do sacrifício, suor e lágrimas de um povo que trava uma luta desigual, dia e noite, para honrar seus compromissos, além de ter que pagar elevadas taxas tributárias que beiram a extorsão. Vamos dar um basta a esta mesquinhez política. Se continuarem procedendo dessa forma, ambos poderão ter uma surpresa, não muito agradável em 2010. Os tempos são outros, o povo está mais consciente de seus direitos e deveres, e mais inclinados a apoiarem àqueles políticos que estejam em sintonia com as suas reais necessidades. Por isso senhores, um pouco de bom senso não faz mal para ninguém.a

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