Conexão Rio – A meditação | Por Christina Thedim

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Para muitas pessoas, quando o assunto em pauta é a meditação, a primeira imagem que surge é a de uma pessoa sentada na posição de lótus, com as pernas cruzadas, os olhos fechados ou semi-serrados, uma música tranquila ao fundo ou apenas os barulhos do cotidiano ao redor. Bem, acho que, na verdade, esse pode ser um começo, uma forma bio-energética que utiliza a respiração na busca de uma conexão com o próprio self, o eu interior, a essência divina e humana que existe dentro de cada um de nós, estranhos habitantes de um planeta em extinção! O que acontece quando estamos desconectados com o nosso ser divino é uma profunda desordem interior que se manifesta em atitudes egoístas e infantis diante do compromisso assumido para com a VIDA. A meu ver, tudo seria bem diferente caso uma maioria já se pudesse reconhecer como seres que, apesar da individualidade, não passam de fragmentos de um TODO que nos condicionou momentaneamente nestes corpos de carne e osso. Seríamos menos destrutivos e teríamos mais cuidado com nossos filhos, amigos, desconhecidos e com a nossa casa-mãe TERRA. Praticaríamos a caridade de uma maneira naturalmente altruísta porque sua fonte, sua ação ordinária, partiria do coração, de uma orientação direta da alma, que a tudo vê com muita atenção, sem nos perceber nem melhor nem pior que qualquer de nossos semelhantes que habitam esse planeta- escola, onde estamos a nos descobrir como seres HUMANOS.

O estado meditatativo permite que, aos poucos,conforme o ritmo respiratório se impõe, acalmando a mente e trazendo a atenção para o centro, onde tudo é apenas energia ainda não fragmentada pelo pensamento em função da matéria e do mundo visual, nosso ser total: corpo, mente e espírito, encontre-se num estado de pura contemplação e energização; numa conexão permanente com a alma e suas orientações que, num dado momento, podem penetrar a quietude receptiva do vazio que a ausência do ego nos traz. A princípio, uma sensação de relaxamento e calma, depois, conforme o ser desabrocha na FLOR DE LÓTUS DOURADO e pode, pela primeira vez, observar a própria existência como mero espectador, os experimentos vão se tornando cada vez mais fantásticos e absorventes, levando a caminhos cheios de LUZ e plenos de AMOR! E ao longo do trajeto vamos redescobrindo a nossa verdadeira natureza humana, que boicotamos com o auxílio de todo o aparato social a que somos submetidos desde o nascimento. Vamos descobrindo coisas insuspeitadas sobre nós mesmos e sobre os outros, e essa jornada nos leva a uma profunda transformação interna, que se mostrará refletida na mudança perceptível em nossas atitudes para com o mundo que nos cerca, conseqüência direta de uma visão decodificada após um confortável e coerente comando central, onde os impulsos egóicos e prejudiciais a saúde são facilmente detectados e desqualificados para dar lugar a atitudes dotadas de coerência e positividade.

Com o passar do tempo, a compreensão e o exercício da meditação, que traz o auto-conhecimento e a maturidade, tornam-se os maiores entre todos os bens adquiridos, pois que inexpugnáveis sob forma alguma. Não creio ser um caminho fácil, porque prescreve uma certa solidão para trilhá-lo, porém, apesar de também ser um caminho sem retorno, traz uma paz, uma felicidade e força antes totalmente desconhecidas por qualquer um que nunca ousou descortinar o doce véu de Maya! Percebemos que somos realmente capazes de amar sem nada exigir do ser a quem dedicamos o nosso afeto, que somos dotados de sentimentos nobres que apenas não haviam despertado dentro de nosso ser. Que as atitudes do passado, viciadas em medo e tirania só nos traziam dor e desespero por não sabermos quem éramos ainda, e por isso nos permitirmos tantas insanidades em nome de um suposto amor e segurança! Libertamo-nos de todas as ações que nos tornam pouco diante do que poderíamos ser. Muito se perde, mas muito mais ainda se ganha! A vida parece que finalmente, mesmo sem uma justificativa final que atenda a todas as nossas expectativas existenciais, começa a mostrar sentido e razão de ser. Uma onda quente de amor invade-nos o peito e tudo é feito para não piorar o que já parece tão ruim. Um sentimento de comunhão começa a ser praticado, desde o mais superficial até o mais profundo dos relacionamentos. Passamos a perceber como somos nós as usinas geradoras da energia que ficará plasmada no ambiente que ocupamos. Começamos a compreender que somos nós que “ditamos as regras” e que de nossa parte deve partir o exemplo. Onde antes só havia cobrança e medo, passa a haver solidariedade e alegria. Podemos perceber como somos todos iguais na essência divina e humana que carregamos e como podemos viajar mais leves quando compartilhamos com nossos “companheiros de viagem” nosso conhecimento e cuidado, não importando a condição a que estejamos submetidos no momento do encontro. A conquista da serenidade é necessária no atual panorama em que vivemos!

Particularmente, pratico uma meditação indiana de nome Sushunna (canal energético central), que trabalha o desbloqueio e energização dos chacras através de uma mentalização (vibração ou intenção) de cor e som na coluna vertebral nos lugares onde eles se originam, no sentido anti-horário, para que na região frontal sejam ativados no sentido horário. Levo uns 20 minutos e os efeitos são imediatos. Recomendo que se insista, caso sintam alguma dificuldade inicial, pois regular a respiração pode não ser assim tão fácil no começo, mas com dois ou três minutos, tudo se resolve e todos poderão sentir seus benefícios, até no rejuvenescimento celular que fica visível no brilho da pele e na placidez das feições. Acho super válido esse início de caminho pela meditação como forma de equilibrar o campo áurico, colocando nosso corpo, nosso veículo, a serviço da alma, que produz e direciona os efeitos mentais que desejamos ver expostos como acontecimentos em nossas vidas. Depois de um tempo na senda, a gente se acostuma a viver o surpreendente da existência sem medo de ser feliz e a saborear cada dia como único e especial, um presente como diz o tempo verbal em que se situa. Somos autores e co-autores da nossa estória e sabemos disso, além de constantemente acolhidos pela sensação confortável que essa conexão com o self nos traz no dia a dia. É como se vivêssemos eternamente em meditação, sintonizados e orientados o tempo todo por nosso SER DIVINO, que habita no plano original da CRIAÇÃO. O que antes nos tirava do sério, deixando-nos angustiados, inseguros e confusos, hoje é apenas uma circunstância que deve ser atravessada para que tenhamos uma prova ainda maior de nossa NATUREZA CELESTIAL. Somos os filhos das estrelas e nossas almas tem sua morada há milhões de anos-luz da terra, em distantes paragens de abundância e prosperidade. Vamos deixar o sofrimento, a competição e a dor para trás em nossas vidas, assim poderemos servir como bons exemplos aos nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos, etc e tal que esperamos vir por aí, se não dermos um fim a tudo dentro de 25-30 anos.

Conhecer profundamente a natureza humana nos faz perceber o atual estágio da raça que predomina sobre a Terra e crer que, em um mundo onde a única lei acolhida é a do dinheiro e do poder econômico, tudo pode tomar rumos inusitados e inesperados pela grande massa inconsciente. São 800 milhões de pessoas famintas e desesperançadas e os EUA querem que o contribuinte americano pague a quantia de 700 bilhões para salvar os bancos que ruem na bancarrota financeira. Que disparate! Apenas ¼ dessa renda daria para estruturar esses focos de miséria e dar-lhes a verdadeira ajuda que necessitam. Não consigo vislumbrar uma mudança de hábitos no tempo desejado. Talvez, quem sabe, daqui há uns 100-200 anos, depois da grande onda de 150 metros que surgirá nas ilhas Canárias devido a um ajuste tectônico das placas submersas (Será mesmo!?) transformando a geografia e as regras vigentes no planeta,ou quem sabe depois que as naves se mostrarem soberanas sobre nossas cabecinhas de formiga, tenhamos um pouco de paz e harmonia na convivência entre as espécies, todas humanas e filhas do mesmo DEUS, onde o maior interesse será o bem comum e a preservação do lugar em que habilmente reencarnamos.
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