O mouse diz adeus

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Batizado como mouse (rato, em inglês) por causa da semelhança formal que tinha com o animal, este equipamento foi apresentado publicamente em 1968 como resultado de uma pesquisa que Douglas Engelbart tinha promovido no Stanford Research Institute (Estados Unidos).

Mas foi apenas em 1981 que o mouse foi lançado no mercado, pela empresa Xerox. O produto da Xerox seria o que inspiraria a Microsoft e a Apple, que posteriormente tornariam famoso este pequeno dispositivo que, junto com o teclado, centraliza nossa atividade de interação com o computador.

No entanto, a indústria da informática anuncia grandes mudanças nas formas de interação usuário-sistema, modificações que caminham em direção a um menor protagonismo tanto do teclado quanto do mouse, e que poderiam representar, de fato, o desaparecimento deste último.

AS TELAS “TOUCH SCREEN”

Como comentou Bill Gates, fundador da Microsoft, no início deste ano na “BBC”, “estamos acrescentando a habilidade de tocar e manipular diretamente. Estamos acrescentando o sentido da visão, de modo que o computador veja quem o utiliza, mas também estamos agregando a fala”.

O certo é que algumas das criações mais inovadoras desta empresa, como o Microsoft Surface, apontam nesta direção.

Através de uma tela horizontal sensível ao toque e de grandes dimensões, este produto já permite a manipulação de objetos com as mãos e conexão sem fio com todo tipo de aparelhos e serviços.

Além disso, o Microsoft Surface reconhece dezenas de pontos de contato simultaneamente, por ter um sistema multitátil. Para Gates, as telas “touch screen” estão obtendo um grande sucesso entre os consumidores e, para exemplificar isso, estão o console Nintendo Wii e o iPhone, telefone celular da Apple.

Também parece que o Windows 7, sistema operacional que será apresentado no final de 2009 como evolução do polêmico Windows Vista, será otimizado para funcionar com telas “touch screen”.

Em um encontro realizado em maio passado em Carlsbad (Califórnia, EUA), já foi possível ver um funcionário da multinacional americana demonstrando, através da manipulação de uma tela “touch screen”, como o Windows 7 permitirá navegar pela internet usando o dedo, e não o mouse.

“Hoje, quase toda a interação é teclado-mouse. Nos próximos anos, o papel da voz, da visão, da tinta, será enorme”, disse o próprio Gates nesse encontro organizado pelo diário “The Wall Street Journal”.

DIAS CONTADOS

Tudo parece indicar que uma das próximas revoluções da informática afetará a forma de nos relacionar com os computadores, e o mouse pode ser o grande prejudicado desta evolução, que procura fomentar a fisicidade da interação e o desenvolvimento de interfaces cada vez mais intuitivas.

De fato, apesar do desenvolvimento dos mouses sem fios conseguidos graças à tecnologia laser, estes aparelhos não são tão adotados dispositivos portáteis.

Steve Prentice, analista da prestigiada firma Gartner, vai inclusive além e, em declarações à “BBC News” diz que “o mouse ainda sobrevive quando está junto com os computadores de mesa, mas nos portáteis e dispositivos multimídia ele já está morto”.

Ele calcula que os mouses podem desaparecer em um prazo de cinco anos. A verdade é que se nos fixarmos nesses autênticos computadores de bolso nos quais se transformaram alguns telefones celulares, a opção da tela “touch screen” está se impondo a passos gigantescos, com o bem-sucedido iPhone 3G da Apple na liderança.

Redação do Jornal Grande Bahia
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