Número de mortes nas estradas cai 13,6% em dois meses de Lei Seca

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.


Brasília – O número de acidentes fatais nas estradas federais caiu 13,6% desde a entrada em vigor da Lei Seca, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram 862 acidentes com mortes nos últimos dois meses, contra 998 no mesmo período de 2007.

O período do levantamento feito pela PRF vai de 20 de junho a 19 de agosto. Comparando com igual período do ano passado, o número de mortes caiu de 1.250 para 1.091. O número de acidentes, no entanto, subiu: de 20.446 para 21.327. Esse aumento se deu pelo aumento nos acidentes sem vítimas, de 12.090 para 13.162.

Para o inspetor Alexandre Castilho, chefe da assessoria da PRF, os números confirmam o ponto de vista defendido pela corporação, de que “o álcool não provoca o acidente em si, o álcool provoca o acidente grave e potencializa o risco de morte, mas o acidente quem produz é a imprudência do motorista”.

Segundo o inspetor, o número de flagrantes de excesso de velocidade aumentou de 118.903 em 2007 para 125.591 em 2008, e de ultrapassagens proibidas, de 31.822 para 34.271.

“Quando a Polícia Rodoviária Federal diz que a Lei Seca reduziu a violência nas estradas é porque reduziu o número de feridos e de mortos durante esse período”, explicou.

De acordo com cálculos da polícia, a diminuição do número de óbitos representou uma economia para o Estado de R$ 48,4 milhões. Esse valor corresponde a praticamente 25% do orçamento da PRF em um ano e seria suficiente para comprar 500 ambulâncias ou sete mil bafômetros. “Com R$ 50 milhões, todas as forças de fiscalização do país poderiam ter bafômetros suficientes durante todo o ano”, afirmou o inspetor.

Para Castilho, a economia pode servir como argumento a favor da constitucionalidade da Lei Seca. “Além da economia de vidas, são 159 vidas, é quase um avião, é uma economia considerável e, se isso ainda não convencer os céticos, são R$ 50 milhões também economizados pelo país”, argumentou.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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