Conexão Rio – Os diamantes são eternos | Por Christina Thedim

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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O ser humano é mesmo intrigante e, por que não dizer, instigante. A busca pela imortalidade é uma constante pela grande maioria dessa raça que habita o planeta em que vivemos. As técnicas de rejuvenescimento se tornam, a cada dia, mais elaboradas e, se não tomarmos cuidado, acabaremos empalhados vivos! Verdadeiras múmias ambulantes, mantidas sob constantes tratamentos, aparentando trinta quando, na realidade, têm setenta ou mais anos de existência.

A última novidade, uma indústria que cresce e já se espalha por outros países, mas que teve sua origem na Suíça, é a de transformar cinzas em diamantes, eternizando assim os que nos são caros. Na pequena cidade de Coire, a empresa Algordanza transforma, todos os meses, entre 40 a 50 urnas funerárias na jóia mais admirada e desejada do mundo por seu valor fantástico no mercado de pedras preciosas, o diamante. Só que estes certamente não têm a intenção de serem comercializados, pois pelo preço que vai de 2.800 a 10.600 euros, podem ficar para sempre junto aos seus em forma desta magnífica pedra. Pelos cálculos, está valendo à pena, pois um enterro completo na Europa não sai por menos de 12.000 euros.

Rinaldo Willy, que vem a ser um dos co-fundadores do laboratório, onde as máquinas trabalham ininterruptamente por 24 horas, explica como é realizado o processo de transformação. Os restos humanos passam por várias etapas até atingirem o objetivo final. Primeiro viram carbono, depois grafite. Entram, então, nos fornos a altas temperaturas de 1.700 graus e, após o período de quatro a seis semanas, se tornam diamantes artificiais. O interessante é que, como comenta Willy, cada diamante produz sua própria cor, que varia do azul- escuro até o quase branco, de acordo com a personalidade de cada cliente. Será mesmo?! Com certeza não vou pagar prá ver!

Após terminado o trabalho, o diamante bruto passa por um processo de polimento e é talhado na forma escolhida pelos familiares, podendo ser usado numa jóia ou num cordão e ficar sempre junto de seus entes queridos. Cruzes! Que coisa mais mórbida, na minha modesta e terceirizada opinião. Andar com um parente pendurado num cordão ou ficar olhando a todo momento para um anel em seu dedo que um dia foi seu pai, mãe ou outro parente qualquer, deve causar uma sensação no mínimo muito estranha. O que as pessoas não fazem para economizar no vil metal que rege como um deus nossas existências imbecilizadas pelo excesso de materialismo? Sinceramente, não consigo me imaginar saracuteando por aí com alguém que ame exposto como uma jóia em meu corpo. Mas, goste ou não, a verdade é que esse tipo de indústria se encontra em franca expansão, com empresas já instaladas na Rússia, Ucrânia,Espanha e, como não poderia deixar de ser, nos Estados Unidos da América. Como explica Willy, “a mobilidade da vida moderna é propícia ao setor, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa”.
E fica a dica para quem se interessar. Só tomem cuidado com os ladrões!

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