Cientistas dizem ter criado sangue a partir de células-tronco

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.


A equipe, da empresa de biotecnologia Advanced Cell Techonology, em Massachusetts, acredita que a descoberta trará esperança para milhões de pessoas que precisam de transfusões de sangue.

Os especialistas explicaram que o primeiro passo para criar as células vermelhas em laboratório, também conhecidas como glóbulos vermelhos ou hemácias, foi expor culturas de células-tronco embrionárias a diferentes nutrientes e compostos que favorecem seu crescimento.

Com isso, foi possível obter primeiro os hemangioblastos, precursores das células sangüíneas. Em seguida, os especialistas conseguiram transformar os hemangioblastos em células sangüíneas maduras.

Eles disseram que um dos maiores feitos da experiência foi conseguir que as novas células expelissem seu núcleo, assim como fariam dentro do organismo. Este processo previne que elas continuem a se multiplicar e eventualmente se tornem cancerígenas.

“Alguns especialistas disseram que isso seria impossível e ficamos muito surpresos quando vimos que funcionou”, disse Robert Lanza, o cientista que chefiou a experiência, realizada em parceria com a Clínica Mayo, em Minnesota, e com a Universidade de Illinois, em Chicago.

Medula óssea

Segundo Lanza, a chave do sucesso do estudo está em produzir os glóbulos vermelhos a partir de células-tronco da medula óssea humana, onde o sangue é produzido.

Testes realizados nas células sanguíneas de laboratório apontaram que elas podem liberar oxigênio com a mesma eficiências das células obtidas a partir de doações.

Os cientistas ainda disseram ter sido capazes de produzir as células em larga escala, obtendo um total de 100 bilhões de glóbulos vermelhos.

No entanto, não foi possível obter células do tipo O negativo, conhecido como doador sangüíneo universal. Isto porque nenhuma das células-tronco embrionárias realizadas na experiência era O negativo.

No futuro, diz Lanza, o objetivo é obter células vermelhas O negativo para que o sangue possa ser doado para pacientes de qualquer tipo sangüíneo.

Estoques cheios

Segundo os pesquisadores, a descoberta significa que, no futuro, será possível acabar com o problema da insuficiência das transfusões de sangue.

“Não teríamos que nos preocupar com baixos estoques dos bancos de sangue porque poderíamos fabricar a quantidade de sangue que for necessária”, disse Lanza.

Segundo o pesquisador, a próxima etapa do estudo será testar a eficiência das células sangüíneas em animais.

O estudo americano foi reproduzido na revista científica New Scientist.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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