A UFBA renasce | Por Emiliano José

O Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), que foi aprovado quase à unanimidade pelas unidades da UFBA, apesar do barulho dos que eram contra, vai possibilitar, com o chamado Bacharelado Interdisciplinar, com duração de três anos, a oferta de 900 novas vagas, todas em turno noturno, antiga reivindicação dos estudantes. Serão implantados, ainda, 26 novos cursos de graduação, todos também com opções de turmas noturnas, aumentando em mais de 50% o número de vagas. É a universidade mudando o seu perfil secular de uma instituição elitista.

No total, em 2009, a UFBA vai oferecer 6,5 mil vagas para 99 cursos em cinco modalidades e titulações: Bacharelado, Formação Superior, Licenciatura (formação de professores para a educação básica), Superior de Tecnologia e Bacharelado Interdisciplinar. Tudo isso está ocorrendo no contexto de uma reforma profunda e abrangente da estrutura curricular, que constitui o Programa UFBA Universidade Nova. Com isso, a UFBA será brevemente a primeira universidade brasileira a ter uma estrutura curricular baseada em regime modulares de formação em ciclos.

O regime de ciclos é adotado em praticamente todos os países avançados social, cultural e cientificamente. Pode ser lembrado o modelo norte-americano, implantado em 1910, ou o de Bolonha, iniciado em 1999, ou até mesmo os exemplos de alguns países latino-americanos, como México e Cuba, que realizaram reformas universitárias recentes.

A principal alteração na estrutura curricular passa pela implantação do Bacharelado Interdisciplinar, voltado para uma formação universitária geral, e que abrange quatro grandes áreas do conhecimento: Humanidades, Artes, Tecnologias e Ciências, e Saúde. Feito o bacharelado, o estudante passa ao segundo ciclo, que é o da formação específica.

A UFBA pretende, até 2012, passar do sétimo para o quarto lugar no ranking das universidades federais, com um total de 38 mil matrículas em 131 cursos de graduação. Até lá, serão realizados concursos para a contratação de 1,5 mil novos professores e servidores técnicos. Uma profunda mudança na estrutura física é outro aspecto dessa revolução. Além de reformas nas unidades já existentes, serão construídas 41 novas edificações, com um investimento de R$ 187 milhões. Decididamente, uma mudança profunda no corpo e na alma da velha UFBA, que parece renascer das cinzas.

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