Salvador: Jornalista Suzana Varjão lança livro sobre violência e mídia; ‘Micropoderes Macroviolências’ revela estudo sobre cobertura dos jornais A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia

O livro Micropoderes Macroviolências, de autoria de Suzana Varjão, começou a ser esboçado a partir da morte da colunista de teatro Maristela Bouzas, sequestrada, violentada e assassinada, no centro da capital baiana. É um estudo comparativo das coberturas policiais feitas pelos jornais A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia analisando a produção e a reprodução social da violência no cotidiano baiano. A escritora mostra a hierarquia dentro dos assuntos da mídia e coloca, em discussão, o papel das empresas jornalísticas e dos profissionais de jornalismo dentro da sociedade. Revela, também, a atmosfera de uma cidade ainda dividida entre casas-grandes e senzalas, que a autora denomina de bolhas e vãos. Enfim, é uma narrativa sobre a 'guerra de lugares' - ou a 'guerra das raças' - da sociedade brasileira.
Suzana Varjão é autora do livro ‘Micropoderes Macroviolências’.

A Academia de Letras da Bahia (Av. Joana Angélica, 198, Nazaré, Salvador) sediou no dia 16 de abril, às 18h30, o lançamento do livro Micropoderes-Macroviolências, da jornalista Suzana Varjão.

O evento foi uma realização do FCCV, e contou com o apoio do Instituto Sou da Paz, Avina, Fundo das Nações Unidas pela Infância (UNICEF), Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e Observatório das Favelas.

Sobre a obra

A publicação ‘Micropoderes Macroviolências’, de autoria de Suzana Varjão, resultado de sete anos de militância da pesquisadora junto ao Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV) e ao Movimento Estado de Paz, é resultado da dissertação de mestrado defendida no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA).

A obra é construída a partir da abordagem da violência por três jornais impressos de Salvador — A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia — trazendo uma análise sobre a responsabilidade da mídia na produção da ordem e da desordem social.

O livro ‘Micropoderes Macroviolências’ começou a ser esboçado a partir da morte da colunista de teatro Maristela Bouzas, sequestrada, violentada e assassinada, no centro da capital da Bahia, a partir da analisa da produção e a reprodução social da violência no cotidiano de Salvador.

A escritora mostra a hierarquia dentro dos assuntos da mídia e coloca, em discussão, o papel das empresas jornalísticas e dos profissionais de jornalismo dentro da sociedade. Revela, também, a atmosfera de uma cidade ainda dividida entre casas-grandes e senzalas, que a autora denomina de bolhas e vãos. Caracterizando-se como uma narrativa sobre a ‘guerra de lugares’ – ou a ‘guerra das raças’ – da sociedade brasileira.

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