Encontro para constituir Frente Parlamentar Bahia-Cuba

Pedro Núñez Mosquera, embaixador de Cuba no Brasil.Pedro Núñez Mosquera, embaixador de Cuba no Brasil.
Pedro Núñez Mosquera, embaixador de Cuba no Brasil.

Pedro Núñez Mosquera, embaixador de Cuba no Brasil.

O deputado Fernando de Fabinho participou de encontro na capital baiana com o embaixador cubano, Pedro Nunez Mosquera, promovido pelo Parlamento Latino-americano (Parlatino), do qual é membro, para constituir a Frente Parlamentar Bahia-Cuba. Na oportunidade foi discutido o embargo comercial imposto ao país pelos Estados Unidos e a implemantação de uma rede de cooperação entre a Bahia e a Ilha. “

Vamos promover a amizade e a cooperação entre Bahia e Cuba, em várias esferas, estabelecendo parcerias nas áreas que Cuba logrou certo grau de desenvolvimento, como saúde, educação e esporte”, disse Pedro Mosquera. O Grupo Parlamentar Brasil-Cuba possui núcleos no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e, agora, na Bahia. Segundo Fabinho, o embaixador disse que ainda não tem projetos em andamento, mas, com esta visita, deu-se início ao processo exploratório para o desenvolvimento das parcerias.

Pedro Mosquera também falou da importância de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado, há uma semana, resolução que condena o embargo econômico dos Estados Unidos à Cuba, apresentando 184 votos a favor e apenas quatro contra – EUA, Israel, Palau e Ilhas Marshall. Segundo o embaixador, “esse bloqueio tem custado a Cuba mais de R$ 89 bi. Os EUA precisam levar em conta a vontade da comunidade internacional, porque não tem sentido subjugar e asfixiar economicamente um povo”. Embargo – O deputado Fernando de Fabinho já fez pronunciamentos no Congresso Nacional e escreveu artigos sobre o embargo imposto pelos EUA ao povo cubano desde 1962, cinco anos após o sucesso da revolução comunista, liderada por Fidel Castro, que derrubou o ditador Fulgêncio Batista, em pleno auge da guerra fria.

Conforme Fabinho, o embaixador revelou que de lá para cá, o Estado americano tem estimulado as restrições comerciais a Cuba, além de terem criado mecanismos que estimulam a saída ilegal e o exílio político de cubanos, como a chamada “Lei de Ajuste Cubano”, que dá facilidades de moradia e trabalho nos EUA para os moradores da Ilha que deixarem a pátria. Ainda segundo Mosquera a lei faz parte da estratégia americana de utilizar a saída ilegal do país como material de propaganda política contra Cuba, já que com outras nações os EUA aplicam dura política de repressão aos imigrantes.

O deputado informou ainda que o embaixador também chamou a atenção para o bloqueio feito à Ilha em relação à internet. Cuba, conforme Mosquera, tem mais de 600 clubes onde jovens estudam computação e utilizam a rede. Porém, o acesso tem que ser por cabo, que é um processo muito difícil, porque os EUA não permitem o acesso à internet por satélite. “Se eu acessar o Google em Cuba, aparece um cartaz que diz: esse produto não é permitido em seu país. Com isso, vetam a informação ao povo cubano”, lamentou. A despeito da política contrária dos EUA, Pedro Nunez destacou alguns números que, na sua avaliação, demonstram o resultados positivos obtidos em Cuba. Citou que há um médico para 160 habitantes; A mortalidade infantil é de apenas 5,8 para cada mil crianças; Quase a metade dos jovens entre 15 e 25 anos estuda nas universidades, e a taxa de desemprego é menor que 1,8%.

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