O Conto de Fadas Brasileiro

Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.

Já falei sobre religião, mensalão, dizimão, auto-ajuda, política, conto de fadas, entre tantos outros assuntos.

Por falar em conto de fadas, eu sempre observei que nas fábulas tradicionais as coisas sempre dão certo para o “mocinho”. Branca de Neve encontrou seu príncipe encantado, os três porquinhos conseguiram fugir do lobo mau, João e Maria encontraram o caminho de casa… Nas historietas brasileiras acontece efetivamente o contrário. Sempre dá tudo errado e o vilão é quem sai ganhando. O pirata da perna de pau rouba o tesouro do erário público e coloca em sua conta na Suíça, Capitão Gancho desvia verbas públicas para pagar o mensalão, os pastores fogem com malas de dinheiro para repartirem o dizimão e suas ovelhas nas “pastagens”, o bruxo do analfabetismo já providenciou o seu mensalinho, Ali Babá e seu filho ladrão, são presos e seguem dizendo: esta assinatura não é minha, estes que estão sendo presos não somos nós…

Falando em conto de fadas, Sete de Setembro é o maior de todos. A história oficial do Brasil nos conta, que no famoso dia 7 de setembro de 1822, às margens do rio Ipiranga, sabe-se lá a que horas, provavelmente após o “intrépido” imperador D. Pedro ter tomado umas e outras com suas cortesãs – dizem que ele era muito chegado a uma Marquesa – recebeu uma mensagem enviada por Dona Leopoldina, sua esposa, com uma espada “enooorme”, arranca da sua farda os “lacinhos” com as cores da coroa portuguesa e grita: Independência ou morte! E o Brasil ficou independente – de Portugal – passando a ser reinado e ter como monarca D. Pedro I.

Só que a História parece não ter sido bem assim. Infelizmente tive a oportunidade de assistir em um canal de TV, sinal aberto, que D. Pedro I praticou o primeiro ou um dos primeiros atos de corrupção em terras brasileiras, pagando uma propina £ 2.000.000,00 (dois milhões de libras esterlinas) ao seu pai D. João VI, rei de Portugal, para conceder a Independência ao Brasil.

Como D. Pedro não tinha esta fabulosa quantia e muito menos o Brasil poderia tê-la, o Rei da Inglaterra concedeu um empréstimo ao Monarca brasileiro – o qual nunca foi pago – tornando-se um dos elementos complicadores para a dívida externa do país que ali se iniciava de mãos dadas com a corrupção. Esta quantia hoje já está na casa dos “bilhões de dólares”.

Infelizmente, até hoje, nós brasileiros vivemos iguais a “Alice no País das Maravilhas”, com a boca escancarada, cheia de dentes – na maioria da população, dentes pútridos – “olhando a banda passar”.

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About the Author

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.