Evolução Tecnológica e a Mental

Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.

Estamos vivendo o terceiro milênio onde o avanço tecnológico tem sido uma constante. No campo da eletrônica e da informática, a expansão tecnológica é imensurável, na astrofísica ou engenharia cósmica, o homem continua no seu desafio de superar limites – melhor dizendo, não existem limites – derrubando as fronteiras espaciais intransponíveis. Na medicina, operam verdadeiros milagres.

A pouco mais de um século, Thomas Edison, inventou a lâmpada, Henry Ford realizou o seu grande sonho que foi inventar o carro; no inicio do século XX, Alberto Santos Dumont, realizou o primeiro vôo de um aparelho mais pesado que o ar – o 14 Bis, primeiro avião – nos anos 60, John F. Kennedy, Presidente dos Estados Unidos da América, realizou o sonho do primeiro homem pisar à lua. Todos esses grandes nomes deram o pontapé inicial para o avanço tecnológico, obtido neste último século e que continua de forma desenfreada.

A bem pouco tempo, o homem só contemplava a beleza do universo e hoje, o está conquistando, graças a persistência do Presidente Kennedy e o sonho de Santos Dumont, transportando milhões de pessoas por esse mundo a fora; se Thomas Edison – que fez mais de 1000 tentativas para conseguir inventar a primeira lâmpada – pudesse ver, hoje, uma megalópoles iluminada com o resultado do seu trabalho de obstinado, ficaria pasmo, não menos ficaria Henry Ford, com a velocidade adquirida pelos carros atuais, seu conforto e sua alta-tecnologia.

Tudo isso aconteceu porque o homem não desiste nunca, o homem não conhece barreiras nem fronteiras e o seu espírito não obedece a imites. O homem foi criado para evoluir, inventar, produzir.

Infelizmente, o desenvolvimento mental do homem não tem acompanhado esta incrível escalada tecnológica. Se traçarmos um paralelo entre o avanço tecnológico e o mental obtido nestas últimas décadas, chegaremos à conclusão de que ainda precisamos conhecer o verdadeiro significado da palavra vida, o respeito e o amor. É preciso que encontremos o equilíbrio entre o amor, a vida e a tecnologia. Precisamos fazer mais pelos nossos semelhantes, precisamos ser mais justos e humanos, precisamos nos conscientizar de que a mesma tecnologia que cria, pode acabar sendo a mesma que destrói. Devemos continuar criando, inventando, mas devemos, também, ter cuidados com a desumanização galopante que nos avassala e mata nossos sentimentos mais sublimes.

“Nunca desista de crescer, nunca desista de amar”!

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About the Author

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.