Brigas de gangues com facões preocupam Paris

Os violentos confrontos, com grandes facões, martelos e cacos de garrafas, não ocorriam normalmente na capital francesa, sobretudo com esse tipo de arma e com a freqüência registrada ultimamente.

No intervalo de apenas uma semana, o norte de Paris, área popular da cidade, foi palco de três brigas de gangues formadas por jovens vindos, em sua maioria, dos subúrbios nos arredores da capital francesa. Dois jovens foram esfaqueados e cerca de 30 pessoas foram detidas, entre elas nove menores de idade.

Segundo um relatório da direção dos serviços secretos franceses, publicado pelo jornal Le Monde, as brigas entre gangues aumentaram 29% no país
em 2007 em relação ao ano passado.

O documento aponta o retorno do fenômeno que chama de “gangues étnicas, formadas em grande maioria por jovens de origem africana, que utilizam nomes, códigos e vestimentas inspirados nos grupos negros americanos”.

Gare du Nord

Na capital, as disputas vêm ocorrendo na região da estação Gare du Nord, onde circulam vários trens de periferia, além do Eurostar, que liga Paris a Londres. Por dia, 600 mil pessoas passam pelo local.

A estação é considerada o “ponto de encontro” de jovens de subúrbios de duas periferias pobres de Paris.
Uma das recentes brigas ocorreu nas ruas do bairro de Pigalle, próximo à estação.

No início da semana, o primeiro-ministro François Fillon esteve na Gare du Nord, e prometeu instalar mais câmeras de vídeo no local “para impedir que a estação se torne um campo de batalhas”.

“A estação serve para tomar trens e não para se levar cacetadas de bastões de baseball na cabeça”, afirmou o primeiro-ministro durante a visita ao local.

Cooperação

Nesta quinta-feira, a ministra do Interior francesa, Michèlle Alliot-Marie, se reúne com os secretários de Segurança Pública das periferias da capital para discutir o reforço da cooperação entre as polícias da região.

A ministra do Interior também pretende melhorar a cooperação entre os serviços secretos franceses e a polícia para a troca de informações sobre as gangues.

“Estamos vendo grupos deixarem seus territórios para vir a Paris fazer acertos de contas. Isso é algo novo e preocupante”, disse o procurador geral de Paris, Laurent le Mesle, que se reuniu ontem com autoridades policiais e judiciais para discutir punições mais severas contra os jovens que participam dessas brigas.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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