O poder muda de mãos | Por Carlos Lima

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O excesso de confiança e uma estratégia equivocada, em todos os níveis, coordenada por um partido internamente dividido, fizeram o poder na Bahia mudar de mãos, apenas isso. Tudo continua como antes, ou melhor, não se nota nenhuma diferença. As mãos atuais não sabem, ainda, manusear com as ferramentas administrativas, estão incorporando a prática, descobrindo novos caminhos para as mesmas ações.

As denúncias, CPI’s e tempo de poder, são vertentes mais fáceis para encobrir a inoperância na busca das soluções para o que foi prometido durante a campanha eleitoral. Oito meses no exercício do poder é tempo suficiente para algo concreto acontecer, principalmente em áreas vitais como: saúde, educação e segurança. As mãos do poder, mãos que se dizem de trabalhador, até agora só geraram conflito para classe trabalhadora. Pode ser um novo estilo, como dizem, está assimilando tudo que anteriormente denunciava.

Nessa mudança de poder procuro encontrar as diferenças e não as vejo. Os caminhos podem ser diferentes, mas o “fim” é o mesmo. Os programas estão mudando de nomes e as ações continuam as mesmas. Os excessos continuam sendo praticados, os “Redas” trocaram de roupa e continuam. A visibilidade é voltada para denúncias, as realizações continuam sendo promessas.

O poder apenas mudou de mãos. Não está nas minhas mãos, nas suas e muito menos nas mãos cansadas, sofridas e calejadas da militância do PT. O poder é da cúpula, dos teóricos, que eficazmente conseguem manipular, cooptar e quase fanatizar a mais competente militância partidária do país. Essa classe dirigente consegue negociar com Deus e o diabo, desde que permaneça no poder, não é diferente dos seus antecessores, muito pelo contrário, a sede foi tanta que quase se engasgaram. A sede não foi saciada.

O PFL atual “Democratas”, não consegue descortinar essa realidade. Continua com as divergências internas, na Bahia, que pode levar o partido a mais uma derrota nas próximas eleições, principalmente em Feira de Santana. Não tenham dúvidas, a sucessão do prefeito José Ronaldo será traumática para o partido, se sair dividido. As eleições no próximo ano para o PT baiano serão como o “Desembarque na Normandia” (II Guerra Mundial). Força total. As forças aliadas ao Governo do Estado, tem como prováveis candidatos, no primeiro turno: Colbert Martins, José Neto ou Sérgio Carneiro e Fernando Torres. Asseguram o segundo turno, se unem e ainda podem contar com a dissidência do “Democratas”, para isso, continuam alimentando a fogueira da vaidade. Quem sabe, será verdade, alguém já ouviu falar que no segundo turno pode surgir a política de bloco?

*Por Carlos Antonio de Lima, brasileiro, natural de Caruaru, Estado de Pernambuco, nasceu no dia 22 de dezembro de 1951. Jornalista e radialista. Atualmente Tesoureiro da Academia Feirense de Letras, membro do MCC – Movimento do Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Feira de Santana, âncora do programa jornalístico Jornal da Povo, da Rádio Povo, emissora que pertence ao Sistema Pazzi de Comunicação e chefe de Redação e Divulgação da Secretaria Municipal de Comunicação Social.

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