Incongruência dos políticos brasileiro | Por Sergio Jones

Ao refletir sobre o grave problema da exclusão social no Brasil, cheguei a deduzir que o termo (exclusão) tem uma efetiva e perversa procedência em nossa sociedade. Acreditem os senhores, que este conceito não é atípico, ele parte de análises concretas dos fatos que vivenciamos diuturnamente quando nos dirigimos ao setor de saúde pública, quando avaliamos o nível de educação pública que é oferecido aos nossos filhos, quando buscamos um nível satisfatório no setor de segurança pública, além de inúmeros outros direitos, que em tese, são considerados constitucionais. Em contrapartida, nos deparamos com Instituições caóticas que são utilizadas de forma despudoradas pelos políticos de plantão que têm como objetivo apenas atender os seus interesses egoístas, em detrimentos dos interesses da coletividade.

Importante observar que todos estes problemas sociais têm suas raízes profundamente calcadas em um modelo político que depõe, em sua essência, contra os interesses como já foi citado, da coletividade. E não poderia ser diferente: como poderemos esperar de “nossos” representantes políticos que demonstrem um pouco de coerência em suas ações sociais, quando eles vivem em um mundo totalmente diferenciado da realidade em que vive a grande massa de despossuídos.

Como podem os políticos atuar em segmentos sociais que lhes são em sua essência estranhos. Como podem falar na melhoria da qualidade da educação pública se os seus filhos estudam em escolas particulares; como podem falar sobre os problemas existentes nos transportes coletivos, se estes não são utilizados pelos mesmos; como podem se interessarem em melhorar a segurança pública, se eles contam com a sua própria segurança particular; como podem lutar pela melhoria da saúde pública se suas esposas e filhos gozam do benefício de bons planos de saúde particulares; como podem ser sensíveis aos problemas enfrentados pelas famílias dos sem-tetos se eles residem, em confortáveis mansões; como podem lutar para promover a reforma agrária se são grandes latifundiários.

O mais trágico desta ópera Bufa é que estes paxás contam com privilégios mantidos pelo suado dinheiro da classe trabalhadora. Diante do exposto, estou com uma forte inclinação em acreditar que o ser humano tem sido uma experiência que não está dando certo. De duas uma: ou mudamos este modelo econômico ou pereceremos com ele.

*Sérgio Antonio Costa Jones é jornalista | E-mail: [email protected]

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