Famílias com maior renda gastam dez vezes mais do que as pobres, revela IBGE

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Rio de Janeiro – As despesas de 5 milhões de famílias com renda mais elevada (igual ou superior a R$ 3.875,78) do país são dez vezes maiores do que os gastos de 20 milhões de famílias mais pobres (até R$ 758,25). A constatação faz parte de um levantamento divulgado hoje (29/07/2007) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que comparou os dados referentes a 10% das famílias com renda mais elevada com as informações sobre 40% das famílias com rendimentos mais baixos.

O estudo foi feito com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares dos anos de 2002 e 2003, que investigou 48,5 milhões de famílias.
De acordo com os dados, o grupo formado pelas famílias com renda mais elevada apresentava, em 2003, despesa per capita (por pessoa) de aproximadamente R$ 1.800, enquanto no grupo oposto, formado pelas famílias com rendimentos mais baixos, o valor era de R$ 180.
“Esse é um indicador muito forte de desigualdade. As diferenças entre as despesas médias são muito altas e alguns estados apresentam uma diferença ainda acima da média nacional”, afirmou o técnico do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior.

Quando comparadas as regiões do Brasil, observam-se desigualdades marcantes mesmo entre os mais pobres. Considerando-se apenas os 40% com renda mais baixa, a menor despesa mensal média per capita do país foi de R$138, verificada no Nordeste. Por outro lado, a maior despesa média mensal per capita nesse grupo foi 70% superior (R$ 234,00) e registrada na Região Sul.

A Região Nordeste também mereceu destaque no levantamento do IBGE por ser onde as desigualdades entre ricos e pobres são mais evidentes. Lá, os ricos gastam 11,8 vezes a mais do que os pobres. No outro extremo, aparecem as regiões Norte e Sul, onde as despesas da população com renda superior foram oito vezes maiores do que as da população com menores rendimentos.

O estado de Alagoas foi o que apresentou maior nível de desigualdade (15,6 vezes) e o Amapá, o menor (5,3 vezes). Segundo os técnicos do IBGE, essa melhor distribuição nos gastos das famílias do Amapá pode ser explicada pela existência de muitos funcionários públicos, o que garante certa homogeneização.

O estudo Perfil das Despesas no Brasil – Indicadores Selecionados traça uma radiografia das despesas e rendimentos de acordo com características da pessoa de referência das famílias, como escolaridade, sexo, cor, raça e religião. O objetivo é oferecer informações sobre a composição orçamentária doméstica, a partir da investigação sobre os hábitos de consumo, alocação de gastos e distribuição.

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