NOTA PÚBLICA do Partido dos Trabalhadores sobre a greve dos professores e a traição do PCdoB/APLB

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O governo Jaques Wagner, eleito em primeiro turno pelo povo baiano, concedeu em apenas cinco meses um dos três maiores reajustes salariais do Brasil ao servidor público estadual – entre 4,5% e 17,28%. Deu preferência, como seria natural num governo que pretende fazer justiça social, àqueles que ganham menos, aos mais pobres dentre os servidores públicos estaduais.

Fez isso, apesar das evidentes dificuldades, das dívidas herdadas do governo anterior. São cerca de R$ 800 milhões em débitos, organizações falidas e contratos sob suspeita. Era natural a revolta do funcionalismo por anos de abandono e ausência de diálogo. O governo não hesitou em começar a enfrentar o problema: todas as categorias foram chamadas à participação.

Foi criado o Sistema Estadual de Negociação Permanente para discutir de forma coletiva cada problema e procurar a solução. A esmagadora maioria do funcionalismo compreendeu isso. De forma estranha, avessa à pratica de um sindicalismo maduro e contra os princípios democráticos, a APLB Sindicato, representante dos professores da educação básica, abandonou o diálogo e deflagrou greve, antes mesmo de se esgotarem as possibilidades de negociação.

Essa condução da direção da APLB que transforma um Governo popular em adversário constitui grave erro histórico. Dá oportunidade aos mesmos que massacraram os servidores públicos estaduais por 16 anos de posar de vestais da moralidade. Alegar um compromisso com os servidores que nunca tiveram. Foi o governo Wagner que honrou o compromisso de campanha de garantir que ninguém ganharia menos do que o mínimo no salário base, que era o grande escândalo dos governos da oligarquia derrotada nas últimas eleições. Transformar os algozes de ontem em parceiros de hoje é política que ninguém consegue entender.

Este governo foi eleito por uma composição de nove partidos – PT, PMDB, PC do B, PSB, PMN, PTB, PV, PPS e PRB –, e contou com o esforço de amplos setores da sociedade organizada, principalmente dos movimentos populares. A nova gestão escolheu como prioridade Educação, Saúde e Geração de Renda. Rompeu com o autoritarismo, abriu as contas, estabeleceu o diálogo como caminho.

É inadmissível que companheiros que ajudaram a desenhar esse novo cenário político, histórica oportunidade de mudança, agora prefiram aliar-se ao que há de pior na política baiana, voltar-se para o passado, ao invés de compreender e participar da caminhada desse novo tempo.

O direito á greve é inalienável, mas, deve ser a última saída e não utilizada enquanto há diálogo. Existe e sempre houve, da parte do Governo, disposição ao diálogo. O governo fez inúmeras tentativas e propostas para a retomada das negociações.

A direção da APLB não cedeu, manteve-se sempre intransigente. Ignorou, desprezou a idéia de que o direito à educação é essencial e manteve a greve que já dura 45 dias, prejudicando conscientemente milhões de pessoas, estudantes, mães e pais de família. Sabemos o que é a agonia de alunos sem aula, de pais angustiados vendo os filhos perdendo tempo. A decisão de uma parcela de uma categoria não pode sobrepor-se ao interesse legítimo da maioria da população.

Diante disso, o PT, partido que sempre lutou e luta pelos trabalhadores, vem a público apelar aos profissionais da educação na Bahia para que voltem às aulas. Não é justo continuar a penalizar os alunos, a causar sofrimentos a mães e pais de família. O governo está cumprindo o que prometeu e continuará a fazê-lo. Não pode, como é óbvio, fazer tudo de vez, como se pudesse promover a passagem do inferno para o céu num passe de mágica.

O PT continuará a lutar para a melhoria das condições de trabalho e de salário do funcionalismo e dos professores em particular, mas considera, antes de tudo, que o direito à educação é algo sagrado, que não pode ser negado ao povo.

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