Negros ou brancos, em Cotovia somos todos iguais: Uma Super Raça

Políticos inconseqüentes e pessoas insanas, em busca de votos, de prestígio, e carregadas de intenções obscuras, estão colocando o Brasil numa zona de perigo.
Políticas sociais, se assim podemos chamá-las, quando mal elaboradas, funcionam como geradoras de convulsão social (leia-se: conflitos armados).
O Brasil, desde a abolição da escravatura, vem evoluindo socialmente, em paz, misturando o seu povo, de tal forma, que, certamente, daqui a cem anos seremos uma só raça, pois, já somos um só povo.

Fora as exceções, e casos pontuados, nunca tivemos conflitos raciais sérios. Nosso povo vive em paz, mesmo com as suas diferenças de cor, que já não é tanta.

E como me disse certa vez lá em Catingal o velho e saudoso médico Dr. Bartolomeu, certamente estudioso do assunto –“No Brasil não existem mais negros ou brancos, existem sim ‘negroides’ e ‘brancoides’, estes com traços de negros e aqueles com traços de brancos, basta reparar em rostos brancos com lábios e narizes grossos, ou rostos negros com lábios e narizes finos. Ou seja, brancos com traços de negros e negros com traços de brancos”. Sábio Dr. Bartolomeu. Que Deus o Tenha.

Essa mistura é que faz o nosso Brasil ser diferente. Essa raça que desponta é alegre, inteligente, trabalhadora, pacata, gosta de praia, caipirinha, carnaval e futebol. Homem gosta de mulher e mulher gosta de homem, e se é o contrário pouco importa.

Mais inteligentes que Hitler, estamos formando uma ‘super raça’, sem guerras, sem perseguições e sem extermínios.
Pasmem. Estão querendo acabar com a tranqüilidade do nosso Povo. Aliás, estão querendo separar o nosso Povo. Só se fala em ‘cotas’, e de forma pejorativa: “COTAS PARA NEGROS”. Cotas nas Universidades, cotas no serviço público, cotas nas novelas e filmes, e até cotas nas publicidades.

É uma pena, pois, me lembro perfeitamente, na escola do ensino fundamental, 1º grau, 2º grau, enfim, na Universidade, crianças ou adultos, todos juntos, pretos, brancos, amarelos, loirinhos, sardentos, moreninhos, sem conflitos, sem mágoas, sem lembrar sequer a cor de cada um, das brincadeiras, dos afagos, dos bate-papos. Sem qualquer disputa, que não fosse nos jogos e nas brincadeiras.

Na verdade, estão querendo criar no Brasil uma questão racial, quando o nosso problema é social.

Se quiserem inclusão social, se é que pensam nisso, que o façam com distribuição de renda, com oferta de educação de boa qualidade, desde o ensino fundamental. Pobres e ricos sempre haverá, e sempre conviverão. As escolas públicas, atualmente, com ensino de péssima qualidade, estão cheias de alunos brancos, negros, e de cores mais diversas. As estatísticas mostram que nas Universidades Públicas existem mais brancos que negros, por que estes tiveram menos oportunidades de boas escolas. Porém, as estatísticas não mostram a quantidade de brancos que estão fora das Universidades por falta de oportunidades de boas escolas. É apenas uma questão numérica. A quem interessa?

Na verdade, neste País, já não se sabe quem é branco ou quem é negro. Não podemos deixar de fora as descendências (com razão o velho Dr. Bartolomeu). Somos brancos, morenos, morenos claros, morenos escuros, escurinhos, moreninhos, loiros, mulatos, negros. Afinal, somos um povo. Povo que elegeu Pelé como rei, e Xuxa como rainha. Qual a diferença?
O Povo de Cotovia é contra qualquer criação de cota racial.

O Povo de Cotovia entende que a criação de cotas para negros é discriminação racial.
O Povo de Cotovia não tem cor. O Povo de Cotovia tem alma.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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