Irregularidades são apontadas na CPI da EBAL

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para apurar as irregularidades envolvendo a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), ouviu na manhã de quarta-feira (06/06/2007), o depoimento de José Gomes, da Comasa Construções Ltda. e Sílvio Silveira, da Silveira Empreendimentos Ltda., empresas terceirizadas pela Organização Auxílio-fraterno (OAF) para prestação de serviços de manutenção predial e reparos gerais nas lojas, mercados, Ceasa e outras unidades da Ebal.

O último relatório elaborado pela Auditoria Geral do Estado (AGE), aponta que entre as empresas analisadas, a Comasa Construções Ltda. e a Silveira Empreendimentos Ltda. se destacaram como sendo as que mais se beneficiaram na relação Ebal/OAF. Nos dois depoimentos ocorridos na manhã, os empresários informaram que as empresas já haviam prestado serviços para o Liceo de Artes e Ofícios, Ong que a Ebal mantivera contrato antes da OAF.

Para a OAF, a Silveira Empreendimentos prestou serviço principalmente de manutenção da fábrica da Nossa Sopa. Segundo Silveira, o contrato que tinha validade de um mês para a realização de reparos na fábrica e cujo valor era de 100 mil durou cerca de um ano com a realização de obras que somaram mais de R$ 2 milhões. “Foram aparecendo serviços”, enfatizou o depoente. Ainda em seu depoimento, Silveira afirmou que além de obras, a empresa também realizou compras de equipamentos duráveis, como móveis, ar refrigerado e máquinas para serem utilizadas pela OAF no Programa Nossa Sopa. Sílvio Silveira mencionou que recebia solicitação de serviços a serem realizados tanto pela OAF quanto pela Ebal.

Já o segundo depoente, José Gomes, da Comasa Construções Ltda., informou que a OAF determinava quais seriam as obras a serem realizadas, bem como era responsável pelo pagamento à empresa. A Ebal fazia a fiscalização destas obras. José Gomes enfatizou que tinha relação apenas com a OAF, citando o ex-diretor executivo, Marcos Paiva, como seu principal interlocutor. Ainda informou não saber que a OAF não poderia terceirizar os serviços e assumiu também que nas obras que executou para OAF não havia procedimento de controle e apresentação de planilhas e relatórios sobre as mesmas.

Na próxima semana, estará depondo na CPI o atual diretor da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (SUCAB), Wellington Passos e a gerente da área de Engenharia do Programa Nossa Sopa da Ebal, Cristiane Esculteiro.

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Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).