Os Órfãos do Carlismo e a Fogueira Das Vaidades

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Sabemos que toda Secretaria de Estado tem sua importância, porém a Secretaria da Fazenda é a de maior representação, não só para a Administração Publica, como também para a comunidade, porque é essa instituição, através do trabalho especializado, efetuado pelo seu corpo de funcionários, captando os recursos gerados, através dos impostos estaduais, que engordam o orçamento do Estado. Essa capacidade que têm os funcionários dessa Secretaria de executar esse trabalho, tecnicamente especializado, lhe dá maior poder de fogo para as negociações junto aos Gestores Públicos.

Aqui, no Estado da Bahia, a SEFAZ possui uma estrutura técnica e um quadro funcional invejável a qualquer estado da União, porem mal remunerado, sem condições adequadas de trabalho, na maioria das repartições, com uma frota sucateada, computadores ultrapassados e como se tudo isso não fosse o bastante, o governo anterior resolveu enfraquecer a classe.

A categoria, aparentemente, tão forte, foi enfraquecida por manobras do esquema CARLISTA, que implantou, entre os Agentes de Tributos e Auditores Fiscais, a discórdia, o ódio, as vaidades e caprichos pessoais, a possível divisão da classe e isso interessava aos governantes, que se aproveitaram desta situação desarmônica para desviar a atenção do funcionalismo que, envolvidos com essa nova situação, esqueceram das antigas reivindicações, principalmente, às referentes à carreira única e a melhoria salarial, entre tantas outras.

Surgiu então, uma cria do CARLISMO, o personagem Helconio Almeida, protagonista dessa malfadada história que disseminou entre os funcionários da SEFAZ, a desunião, criando o IAF, uma pseudo-entidade sindical, sem legitimidade, sem liderança, dirigida por meia dúzia de marionetes do antigo governo, que se tornaram órfãos e perderam o poder, mediante a queda dos seus antigos “senhores”, nas urnas. Estes órfãos estão sempre precisando de algo ou de alguém que sustente a sua empáfia, a sua arrogância; que mantenha acesa a sua “fogueira de vaidades”. Tentam eles, desavergonhadamente, passar para a opinião pública uma situação mentirosa, classificando o pleito de uma classe, que sempre lutou pelos interesses do Estado e do bem estar da comunidade, como “trem da alegria”, levando a se pensar que os Agentes de Tributos não são funcionários públicos concursados.

É preciso que os fundadores desse ridículo e famigerado IAF, muitos alçados à condição de Auditores, sem concurso público e sem grau de escolaridade “superior”, saibam que a verdadeira família fazendária, representada, dignamente, pelo SINDSEFAZ – Sindicato dos Funcionários da Secretaria da Fazenda – não quer divisão e muito menos essa guerra insana; ela quer uma solução pacífica que nos dê avanços na carreira, com aumento nas atribuições funcionais que repercutam na arrecadação da receita estadual.

Infelizmente o atual governo, vendo que a situação de discórdia no Grupo Fisco, também, lhe é favorável, resolveu imitar as táticas CARLISTAS, procurando enfraquecer mais ainda a categoria, distribuindo cargos às principais peças do SINDESEFAZ, que como se estivessem anestesiados – talvez porque de pedra passaram a ser vidraça – a tudo vêem, pouco fazem, ou fazem a passos de tartarugas ou nada fazem. Esperamos que esses não venham dizer que estão tendo cuidados especiais, ou outra desculpa qualquer e tenham uma atitude mais incisiva.

Esperamos que o bom senso prevaleça, que a verdade seja vitoriosa sobre a má fé e que a união seja a máxima desta classe tão valorosa e aguerrida, que merece respeito e consideração, para que no futuro bem próximo, nossas aspirações sejam atendidas e sacramentadas para que possamos nos aposentar e morrer com dignidade como sempre fizemos no desempenho das nossas funções.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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