Corrupção, Drogas e Balas Perdidas

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Disse Albert Einstein – por volta do inicio do século XX – que o frio não existe. O que existe é a falta de calor; a escuridão, igualmente, não existe e sim a falta de luz; que o ódio também não existe, porém existe a falta do amor. Se seguirmos por essa linha de raciocínio, chegaremos à conclusão de que a violência não existe. O que existe é a impunidade – que é mãe geradora de todo tipo de violências – a corrupção, os interesses escusos que assolam o País e encorajando, cada vez mais, aos seus praticantes.

Temos o hábito de classificar os políticos como desonestos, corruptos entre tantos outros adjetivos ínfimos. Na realidade o que acontece, além da violência e da impunidade, é a falta de cobranças da população que se atém, somente, as criticas nas mesas de bares, no final de semana, e nos bate-papos informais. Muitos de nós nem lembramos em quais candidatos votamos, nas últimas eleições.

O mesmo comportamento também ocorre com relação às drogas. Não existiria o traficante de drogas se a demanda dessas substâncias, entre as diversas classes sociais, não fosse tão elevada. Apesar das drogas serem um produto de grande penetração na sociedade atual, os traficantes têm o seu mercado consumidor, na maioria das vezes – e essa maioria, quase absoluta – no círculo mais elevado da sociedade. Droga é um produto muito caro, por isso é quase sempre consumida pelos filhos da sociedade financeiramente bem sucedida.

Pesquisas nos mostram que grande parte dos crimes de pedofilia, tráfico de drogas, homicídio, roubo, estupro, entre tantos outros delitos do mesmo naipe, são praticados por jovens adolescentes e, principalmente, no meio universitário onde de cada cinco alunos, um já experimentou algum tipo de droga; 70% dos que ficam dependentes não conseguem deixar o vício.

O dinheiro, lucrado através deste sinistro comércio, financia o tráfico de armas, balas e artigos do gênero, tornando a comunidade em um terrível campo de guerra. A bala perdida que atinge ao estudante na porta ou no pátio do seu colégio, provavelmente foi adquirida com o dinheiro, fruto da venda dessas substancias químicas, para jovens filhos das classes, financeiramente, mais avantajadas, consumindo drogas ou na pratica de um delito qualquer.

Infelizmente, os principais pontos de comercialização das drogas, continuam sendo os portões dos colégios, às vezes até, no próprio pátio da instituição de ensino e ultimamente esta prática nefasta, também é exercida nas tribunas de “honra” dos estádios de futebol das grandes cidades.

Essa prática que, há algum tempo, era “privilégio” dos centros mais evoluídos, disseminou-se para o interior transformando estes centros – de comercialização desse produto mortífero – em uma praça tão rentável quanto as capitais.

Drogas, balas perdidas, estupro, homicídios, deixaram de ser “privilégio” dos grandes centros comerciais, passando também a habitar as “pacatas” cidades do interior brasileiro.

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