Álcool e Preconceito Racial

Antonio Alberto de Oliveira PeixotoAntonio Alberto de Oliveira Peixoto

Li em um artigo do colunista Paulo Roberto Leandro – “Bebeu, chame um táxi!” – em um Jornal de grande circulação na Capital Baiana, no qual ele dizia que: “está perto o dia em que, como na industria do fumo que tem sido condenada a pagar indenizações milionárias às suas vitimas, caberá aos fabricantes de bebidas alcoólicas também indenizar às suas, pois a tendência é a aplicação de lógica semelhante, visto que o álcool – que é uma maldita droga lícita – é tão matador quanto o cigarro, seja no transito ou de outras formas, em todas as classes sociais, estimula a violência, desestrutura famílias e arrasa corações”.

Comungo com o nobre colunista em numero, gênero e grau, indo mais longe ainda: “os crimes praticados sob o efeito do álcool ou de qualquer outra droga, deveriam ser inafiançáveis e os seus praticantes, em caso de óbito, punidos com penas em torno de cinqüenta anos, nos casos de não óbito – conforme a gravidade produzida pelo delito – de no mínimo, vinte e cinco anos”. Não tenho conhecimento de alguém que cometeu um delito no transito – com ou sem óbito – tenha sido punido severamente e cumprido esta pena na íntegra.

A maioria dos acidentes de transito, principalmente nos finais de semanas e nos famosos feriadões, são de índices alarmantes, para não dizer aterrorizadores. Alguma providencia tem que ser tomada pelas autoridades competentes e em caráter de urgência, urgentíssima.

Quero aproveitar, também, para abordar um outro assunto bastante preocupante: Cota destinada a alunos Afros-descendentes e para os oriundos do Ensino Público. Ora, quando se propõem cotas para alunos originários das Escolas Publicas, a Administração do Estado, admite ser incompetente, decretando desta maneira, a falência do Ensino Público, Para os alunos procedentes dos Colégios Estaduais ingressarem em uma Faculdade, tem que haver facilidades. O curioso é que os assuntos lecionados nas Escolas Particulares ou nas Públicas são os mesmos, então fica a interrogação: por que os alunos que estudaram nos Colégios Públicos não têm condições de competir com os provenientes do Ensino Particular? Concluímos que não só o Ensino Público como as Autoridades que o administram estão navegando em “um barco à deriva” em um oceano de incompetência.

Separar cotas para os Afros-descendentes é uma grande prova de racismo, visto que ao facilitarem seu ingresso em uma Faculdade, o colocam como incompetentes e sem condições de disputar uma vaga na faculdade, competindo com alunos de outras raças.

É necessário ser feito, de forma imprescindível, um investimento de maior envergadura, poderia dizer também de peso, se quiserem salvar o Ensino Público, o qual deveria ser federalizado e criado um plano de carreira mais justo para os educadores. Com esta federalização os salários percebidos por um profissional do ensino no sul, seria o mesmo nas outras regiões do país, evitando assim, distorções salariais.

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About the Author

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.