A próxima grande batalha da televisão

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Se por um lado os brasileiros têm que esperar para terem acesso à TV digital no celular, a televisão pela internet – conhecida como IPTV – já é uma realidade. A contagem regressiva para a chegada do Joost está quase no fim: faltam poucos dias para a estréia do software que promete entregar a qualquer computador com banda larga uma vasta programação televisiva.

O Joost é uma empreitada dos mesmos criadores do Skype, que são os mesmos que criaram o já antigo Kazaa, software de troca de arquivos. Os caras nunca estiveram pra brincadeira e, sabendo disso, o mercado mundial do entretenimento está atento às novas movimentações.

O Joost já está funcionando em versão beta, e fui um dos testadores aqui no Brasil. O programa é ótimo: já tem um monte de canais, interface simples e intuitiva, vídeo em tela cheia com qualidade mais do que satisfatória. Simples como deve ser.

Para a versão definitiva há a promessa de mais uma série de canais, alguns até mesmo com conteúdo em português. E não faltará gente interessada em difundir sua programação pelo Joost, inclusive fontes independentes.

O programinha faz uso da comunicação peer-to-peer (ponto a ponto), a famosa sigla P2P, na qual o servidor envia os dados diretamente para seu PC, que também é um servidor que repassa os dados para o computador de outra pessoa conectada no Joost. Quanto mais gente assiste, maior é a velocidade de transmissão dos programas de televisão.

Antes mesmo de ser lançado, o Joost já tem concorrência. O BitTorrent, serviço que usa o mesmo nome de um popular protocolo de transmissão de dados, já prepara o seu player. Os criadores da tecnologia já oferecem um serviço pago de vídeo sob demanda, no qual o telespectador paga apenas pelos programas que assiste, e pode assisti-los quando quiser.

Agora, tramam uma versão gratuita, baseada em publicidade, também em parceria com grandes nomes do mercado audiovisual. Enquanto o pioneiro Joost assinou com o grupo Viacom, o gigante americano que controla a MTV e a Paramount Pictures, o BitTorrent se apressou em fechar parceria com a Warner Bros., outro nome de peso no mundo da mídia.

Na guerra Joost x BitTorrent, ganhará quem conseguir fechar o maior número de acordos comerciais com os fornecedores de conteúdo. Percebe-se uma grande inversão de valores: os estúdios de cinema e TV e grupos de comunicação que antes satanizavam a tecnologia P2P começam a adotá-la como uma possível salvação da lavoura. Faz sentido, pois ao contrário do YouTube – que às vezes fornece o mesmo vídeo para milhares de pessoas, gastando cerca de R$ 2 milhões por mês com transmissão de dados – a transmissão ponto a ponto é econômica para quem transmite, e também para quem recebe.

www.joost.com
www.bittorrent.com

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Redação do Jornal Grande Bahia
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