Governo da Bahia: Dívida da Cesta do Povo é de R$ 300 milhões e R$ 620 milhões é o prejuízo na EBAL

O presidente da Ebal, Reub Celestino, fala à CPI, na Assembléia, e diz que dívida da Cesta do Povo é de R$ 300 milhões.O presidente da Ebal, Reub Celestino, fala à CPI, na Assembléia, e diz que dívida da Cesta do Povo é de R$ 300 milhões.
O presidente da Ebal, Reub Celestino, fala à CPI, na Assembléia, e diz que dívida da Cesta do Povo é de R$ 300 milhões.

O presidente da Ebal, Reub Celestino, fala à CPI, na Assembléia, e diz que dívida da Cesta do Povo é de R$ 300 milhões.

A sociedade baiana quer as respostas sobre a crise que atingiu a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), uma empresa falida, com um prejuízo de R$ 620 milhões nos últimos nove anos, uma dívida atual de mais de R$ 300 milhões, com descrédito perante os fornecedores, inadimplente, além de trabalhadores desmotivados, sem qualificação e sem compromisso com a instituição. Este foi o quadro que a atual direção da Ebal encontrou quando assumiu o comando, segundo afirmou o seu presidente, Reub Celestino, aos deputados que integram a CPI instalada na Assembléia Legislativa para apurar possíveis irregularidades nas finanças da empresa.

De forma didática, Reub Celestino explicou aos parlamentares a evolução e o declínio da empresa. “A partir de 1999, houve uma progressão dos prejuízos, que culminou com a situação falimentar do ano passado”, afirmou, acrescentando que das 425 lojas da Cesta do Povo, 324 estavam deficitárias. “Além de estoques quase nulos, tínhamos um custo elevado de mercadorias e operacionais, salários e aluguéis atrasados e acordos não cumpridos”, informou.

Logo após a apresentação de Celestino, que durou cerca de 30 minutos, os integrantes da CPI fizeram uma série de questionamentos. O presidente da Ebal falou que as investigações estavam sendo feitas pelas auditorias e que preferia não opinar “para não interferir no trabalho dos auditores, que é de total autonomia”. Ele disse, no entanto, que os projetos de incentivos já foram cancelados, pois não cabe a uma empresa em situação falimentar realizar este tipo de investimentos.

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Já o relator José Neto decidiu centrar fogo no dinheiro gasto com publicidade, principalmente no Carnaval e também na questão dos contratos com a Organização do Auxílio Fraterno (OAF). O deputado quer a apuração de todas as denúncias, a exemplo do patrocínio de R$ 1 milhão de reais, dados pela Ebal, para apenas um carnaval, além do pagamento de exorbitantes valores de ICMS que comprovam os altos pagamentos com cheques em compras absurdas, sendo estes alguns dos questionamentos do parlamentar direcionados aos convocados para depor.

Reub Celestino informou que, mesmo com a empresa quebrada, no ano passado foram investidos mais de R$ 17 milhões em propaganda. Quanto à relação com a OAF, ele disse que o contrato subiu de R$100 mil mensais para R$ 240 mil mensais, o que daria R$ 2.880 mil no ano. No entanto, em 2006, houve mais de R$ 13 milhões em repasse para a OAF.

Requerimentos 

No final da sessão, que durou quase quatro horas, os integrantes da CPI aprovaram requerimentos – solicitando informações à Ebal – de autoria do presidente Arthur Maia, do relator José Neto e do vice-presidente Júnior Magalhães. Ficou definido também que o próximo a depor na CPI será o ex-presidente da empresa, Omar Antonio de Britto.

Ainda por requerimento, o deputado petista sugeriu que fossem observados os dez últimos relatórios, confeccionados anualmente, da Ebal. Para ele, estes documentos trarão informações sobre todas as atividades da empresa, dados que deve estar à disposição da Comissão.

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