Dívida brasileira é cada vez mais atrativa para estrangeiros

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Um ano e um mês depois de o governo desonerar o capital estrangeiro investido em papéis da dívida, dados do Tesouro Nacional mostram que esse incentivo conseguiu quadruplicar a participação de não residentes na dívida interna. Em março, os estrangeiros tinham em mãos R$ 22,835 bilhões em títulos, 3,56% do total. Embora esse percentual represente nova marca histórica, o Tesouro acredita que deve continuar a crescer até os dois dígitos.

O coordenador-geral da Dívida Pública, Guilherme Pedras, comemorou o recorde. Para Pedras, o número de investidores vai continuar a crescer depois do impacto inicial da desoneração, porque a confiança dos estrangeiros na economia brasileira é cada vez maior.

Há um ano, em março de 2006, a participação estrangeira era quase a metade do observado atualmente, de 1,93%. O maior salto ocorreu em fevereiro do ano passado, quando o governo desonerou do Imposto de Renda as operações de estrangeiros. De fevereiro para março do ano passado, a participação saltou de 0,89% para 1,93%. Treze meses depois, a presença estrangeira cresceu exatamente quatro vezes, para 3,56%.

Pedras avalia que o aumento da presença estrangeira já pode ser considerado uma tendência consolidada. O movimento foi colocado em teste recentemente, quando investidores sofreram com a volatilidade dos mercados asiáticos, principalmente na China.

– O Brasil foi pouco afetado – disse. – A volatilidade no nosso mercado foi menor que em outros países. Isso mostra que o investidor está cada vez mais confiante.

O coordenador da dívida comparou o percentual brasileiro com outros países emergentes. O México tem 10% da dívida com os estrangeiros. A Turquia conta com 16% e a Hungria, 30%.

– É uma questão de tempo – disse, sobre o patamar do México.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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