Desembargador tentou esconder frota de carros antigos

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

OPERAÇÃO TÊMIS

SÃO PAULO – Um dia antes de a Polícia Federal deflagrar a Operação Têmis, o desembargador Roberto Haddad, investigado no suposto esquema de venda de sentenças, escondeu parte de sua coleção de carros antigos. A manobra, no entanto, acabou sendo flagrada por câmeras de circuito interno de TV da garagem do seu prédio no Itaim-Bibi, na Zona Sul de São Paulo. As imagens, que mostram toda a frota estacionada na noite anterior à operação e podem identificar inclusive quem retirou os veículos, já estão em poder da PF.

A análise de todo o material apreendido será feita durante esta semana na sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa. Haddad é apontado pela força-tarefa que reúne a PF, a Procuradoria da República e a Receita como um dos principais personagens da suposta organização montada no Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O desembargador aprecia veículos antigos e é sócio, com seu irmão, de uma oficina de restauração de carros na Rua Adolfo Gordo, no bairro de Campos Elísios, no centro da capital. A oficina chegou a ser revistada na manhã de sexta-feira pelas equipes federais.

Para a PF, a manobra comprova a suspeita de que houve vazamento de informações e que os investigados foram alertados, com antecedência, sobre a Têmis. Em vários locais vasculhados, não houve apreensão de papéis importantes. No apartamento onde o desembargador Haddad mora, na Rua Pedroso Alvarenga, em Pinheiros, na zona oeste, foram achados R$ 10 mil, US$ 1,7 mil e relógios Rolex, mas nenhum documento judicial.

Os investigadores descobriram que alguns integrantes do grupo, ao serem avisados por um funcionário da empresa Telefônica sobre o monitoramento , trocaram de aparelhos celulares para evitar o grampo. Segundo o delegado Luiz Roberto Ungaretti de Godoy, os suspeitos chegaram a destruir documentos e queimar provas há cerca de um mês. A PF vai pedir agora ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorização para apreender carros do desembargador O Estado não conseguiu localizar Haddad neste domingo.

*Com informação do Tribuna da Imprensa

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Redação do Jornal Grande Bahia
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