Para a direita radical, o Papa Francisco não é pop | Por Alberto Peixoto

Papa Francisco amplia interlocução com a juventude, ao abordar temas que afetam a humanidade.

Papa Francisco amplia interlocução com a juventude, ao abordar temas que afetam a humanidade. Mas, direita e extrema-direita o rejeitam como líder político e religioso.

Não é possível alguém dizer que já viu de tudo neste país. Nos últimos dias foi visto nos veículos de comunicação um ex-Procurador da República confessar que intencionou assassinar um Ministro do STF e depois suicidar; também foi noticiado que o governo de Jair Bolsonaro, através da ABIN – Agência Brasileira de Inteligência – está efetuando espionagens contra a Igreja Católica, contra o Papa Francisco e contra o Sínodo da Amazônia.

Foi anunciado no dia 15 de outubro de 2017 – durante a gestão do governo Temer – na Praça de São Pedro, Vaticano, o Sínodo da Amazônia que ocorrerá a partir do dia 6 até 27 de outubro deste ano, tendo como pauta principal a discussão sobre a preservação da maior floresta tropical do planeta. O governo Bolsonaro se sente incomodado e acha a realização desta conferência como uma agressão à soberania nacional (?).

Por que o Papa Francisco convocou o sínodo para a Amazônia? “…decidi convocar uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica. O Sínodo será em Roma, em outubro de 2019. O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos santos intercedam por este evento eclesial para que, o respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, declarou o Papa em sua pregação.

“O interesse na Amazônia não é no índio nem na porra da árvore, é no minério e o Raoni fala pela aldeia dele, não fala pelos índios, não” – vocifera Jair Messias Bolsonaro, “presidente” do Brasil.

O governo Bolsonaro não admite estar realizando espionagens contra membros da igreja Católica, mas se manifesta contra a realização do Sínodo. Porém, foi publicado pelo jornal “O Estado de São Paulo” a existência de uma provável espionagem a membros da CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – com relação à tão badalada reunião do episcopado católico.

Toda esta salada de aberrações ganhou repercussão internacional. O mundo questiona: “Bolsonaro está investigado o Papa?”. Analisa o jornal espanhol, El País, sediado em Madrid, Espanha.

Olavo de Carvalho, que só podia ser guru de Bolsonaro, disseminou uma das suas “diarreias celebrais” ao apregoar que o Papa Francisco deveria ser tirado do trono a pontapés. O governo Bolsonarista é voltado unicamente para os ricos, banqueiros, fazendeiros, empresários e os votos de Francisco – Jorge Bergoglio, o Papa de número 266 da Igreja Católica – é dedicado aos mais desfavorecidos, os mais humildes. Isto incomoda a corja da direita radical brasileira, que passou a tratar a igreja Católica como adversária.

“O Sínodo para a Amazônia, não é reunião de políticos. O planeta vive situação de emergência”, afirma o Papa Francisco ao jornal La Stampa, Turim, Itália.

Jair Messias Bolsonaro, estagiário de ditador, quebra o decoro a todo o momento e nada acontece. A sua famíglia, formada pelos três patéticos filhos e seus milicianos, segue pelo mesmo caminho. O povo brasileiro a tudo vê, a tudo escuta e não tem nenhum tipo de reação. Quando este gigante pela própria natureza vai acordar deste berço esplêndido? Espero que um dia o povo deste país não sinta vergonha de ser brasileiro.

*Alberto Peixoto, escritor.

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Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.