Economia desacelera e inadimplência mundial pode chegar a US$ 19 trilhões, diz diretora do FMI

Kristalina Georgieva: A desaceleração generalizada significa que o crescimento neste ano cairá na sua taxa mais baixa desde o início desta década.

Kristalina Georgieva: a dívida corporativa em risco de inadimplência pode aumentar para US$ 19 trilhões, ou 40% do total da dívida em oito das grandes economias

A economia mundial está enfrentando uma “desaceleração sincronizada”, e isso leva à dívida corporativa com alto risco de inadimplência, alertou a diretora administrativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta terça-feira (07/10/2019).

“A economia mundial está agora em desaceleração sincronizada”, afirmou ela, acrescentando: “A desaceleração generalizada significa que o crescimento neste ano cairá na sua taxa mais baixa desde o início desta década”.

Georgieva prosseguiu afirmando que, se a situação continuar, “a dívida corporativa em risco de inadimplência pode aumentar para US$ 19 trilhões, ou 40% do total da dívida em oito das grandes economias”.

A economista búlgara declarou que as tensões comerciais “enfraqueceram substancialmente” a atividade manufatureira e de investimento em todo o mundo, portanto “existe um sério risco de que serviços e consumo sejam afetados em breve”.

A nova diretora do FMI alertou que as falências no comércio internacional podem levar a mudanças que duram uma geração inteira e que não serão isentas de “cadeias de suprimentos quebradas, setores comerciais isolados, um ‘Muro Digital de Berlim’ que força países a escolher entre sistemas tecnológicos”.

“Estamos desacelerando, não estamos parando, e não é tão ruim. E, no entanto, a menos que tomemos uma atitude agora, estamos arriscando uma possível desaceleração maior”, avaliou Georgieva.

Georgieva, de 66 anos, assumiu a diretoria do FMI em 1º de outubro, substituindo a francesa Christine Lagarde.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).