De julho para agosto de 2019, produção industrial da Bahia tem 3ª queda consecutiva

Tabelas do IBGE apresentam dados sobre a produção industrial da Bahia, referente ao mês de agosto de 2019.

Tabelas do IBGE apresentam dados sobre a produção industrial da Bahia, referente ao mês de agosto de 2019.

Em agosto de 2019, a produção industrial da Bahia manteve-se em queda (-0,1%) frente ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais. Foi o terceiro recuo seguido nessa comparação (-3,4% de maio para junho e -1,5% de junho para julho).

O desempenho da indústria da Bahia, de julho para agosto de 2019, foi pior que a média nacional (0,8%). O estado foi um dos 4 (de um total de 15 áreas investigadas) onde houve queda da produção industrial. Espírito Santo (-1,4%), Santa Catarina (-1,4%) e Rio Grande do Sul (-3,4%) também tiveram resultados negativos. Por outro lado, nessa comparação, a indústria cresceu mais no Amazonas (7,8%), Pará (6,8%) e em São Paulo (2,6%).

No confronto com agosto de 2018, a produção industrial da Bahia também recuou (-9,3%), mostrando o terceiro resultado negativo consecutivo (-8,6% em junho e -5,7% em agosto). O desempenho do estado foi pior que a média nacional (-2,3%) e só ficou acima dos verificados no agregado do Nordeste (-10,1%) e no Espírito Santo (-16,2%).

Nessa comparação, a indústria caiu em 8 das 15 áreas investigadas, com destaques positivos para Amazonas (13,0%), Pará (12,8%) e Rio de Janeiro (4,5%).

Com o desempenho do mês de agosto, a produção industrial na Bahia acelerou seu ritmo de retração tanto no acumulado no ano de 2019, frente ao mesmo período de 2018 (-3,1%), quanto no acumulado em 12 meses (-1,6%). Em julho esses indicadores haviam ficado em -2,1% e -0,6% respectivamente.

No acumulado no ano, o resultado é pior que o nacional (-1,7%), mas em 12 meses, ainda continua discretamente acima da média (-1,7%).

O quadro a seguir mostra as variações da produção industrial brasileira e regional em agosto de 2019.

Fabricação de outros produtos químicos (-25,2%) e de veículos (-19,7%) foram as que mais recuaram e puxaram a indústria baiana para baixo em agosto

A queda de 9,3% na produção industrial da Bahia, na comparação com agosto de 2018, foi consequência do desempenho negativo tanto da indústria extrativa (-7,9%) quanto da indústria de transformação (-9,4%). Foi também resultado de quedas disseminados por 7 dos 11 segmentos da indústria de transformação pesquisados separadamente no estado.

Com os recuos mais expressivo do mês, a fabricação de outros produtos químicos (-25,2%) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-19,7%) foram também as atividades que mais contribuíram para o desempenho negativo da indústria baiana em geral.

A produção de outros químicos é a segunda mais importante da indústria de transformação do estado e apresentou em agosto o décimo recuo consecutivo (cai desde novembro de 2018), com queda na fabricação de todos os produtos investigados.

Já a indústria automobilística, que tem o terceiro maior peso na estrutura do setor fabril do estado, caiu depois de ter registrado aumento da produção em julho (2,6%).

Dentre os quatro segmentos da indústria de transformação com alta de produção em agosto na Bahia, o destaque mais uma vez ficou com a metalurgia. A atividade teve o maior aumento (13,1%) e foi novamente a influência positiva mais forte. A metalurgia mantém o melhor desempenho da indústria baiana neste ano de 2019 (22,3%).

Em seguida, em termos de impacto positivo no resultado geral, veio a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (1,9%). Apesar de ter tido a menor taxa entre as atividades em alta, o segmento é o mais importante da indústria da Bahia e mostrou seu primeiro resultado positivo depois de três meses em queda.

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